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Portugal paga para emitir dívida a 12 meses pela primeira vez em três anos

O IGCP colocou 1.250 milhões de euros num duplo leilão de bilhetes do Tesouro. Nos títulos a 12 meses a taxa foi positiva, apesar de muito perto de zero.

Bruno Simão
15 de Abril de 2020 às 10:44

Portugal regressou esta quarta-feira ao mercado de dívida, com um duplo leilão de bilhetes do Tesouro a 3 e 12 meses. O encaixe foi de 1,25 mil milhões de euros, no limite máximo do intervalo pré-definido entre mil e 1,25 mil milhões de euros.

O IGCP colocou 410 milhões de euros em títulos com maturidade em 17 de julho de 2020 (3 meses), com uma yield de -0,009%, que compara com -0,5% na última emissão similar de fevereiro deste ano. A procura superou a oferta em 2,53 vezes.

Em títulos com maturidade em 19 de março de 2021 (12 meses) foram colocados 840 milhões de euros, com uma taxa de juro de 0,038%. A procura foi de apenas 1,38 vezes a oferta, um rácio bem inferior ao registado nas últimas emissões.

Portugal volta assim a ter de pagar para se financiar a 12 meses, algo que já não acontecia desde o início de 2017, de acordo com os dados da Bloomberg.

"Apesar de assistirmos a uma subida no custo de emissão de dívida, estamos ainda muito longe de níveis incomportáveis. Para já temos uma certeza, os défices irão aumentar e os bancos centrais e governos tudo farão para tentar minimizar os danos na economia. Esta ação pode ser o suficiente para não vermos as yields da dívida soberana a escalar", comenta Filipe Silva, diretor de investimentos do Banco Carregosa. 

No último leilão de bilhetes do Tesouro, realizado a 18 de março, o IGCP emitiu dívida a 12 meses com uma taxa de -0,101%. Há mais de três anos que Portugal consegue taxas negativas nas emissões a 12 meses, sendo que o valor mais baixo foi atingido no leilão de agosto do ano passado (-0,557%).

Este agravamento no financiamento era já esperado, uma vez que no mercado secundário a yield dos títulos de Portugal a 12 meses já estava positiva. Ainda assim, constata-se que a pandemia da covid-19 não afastou os investidores da dívida portuguesa, que continuam a aceitar pagar para comprar títulos de dívida a 3 meses, embora as taxas sejam bem menos negativas.

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