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Projeto português aposta em biopolímeros para substituir plástico e combater poluição

Iniciativa da Mirpuri Foundation em parceria com a Universidade do Minho quer combater a acumulação de microplásticos no corpo humano com embalagens inovadoras.

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iStock
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Uma empresa portuguesa está a desenvolver alternativas ao plástico descartável com base em biopolímeros, numa altura em que a presença de microplásticos no corpo humano levanta cada vez mais preocupações junto da comunidade científica. Estudos recentes apontam que as pessoas podem inalar, todos os dias, até 68 mil destas partículas.

A iniciativa, designada The Good Bottle, resulta de uma parceria entre a Mirpuri Foundation com a Universidade do Minho e pretende oferecer materiais biodegradáveis, compostáveis e recicláveis para substituir embalagens convencionais. “O conceito da The Good Bottle foi desenvolvido para ajudar as indústrias a abandonar as embalagens de plástico convencionais, oferecendo uma opção mais sustentável e ecológica”, afirma Marianela Mirpuri, CEO da The Good Bottle Company.

O projeto nasce num contexto marcado por novos dados científicos sobre o impacto dos microplásticos na saúde. Estudos recentes indicam que estas partículas já foram detetadas em órgãos como cérebro, fígado e pulmões, além de estarem presentes na corrente sanguínea e até na placenta.

“A visão da The Good Bottle de um planeta mais limpo e de uma melhor saúde humana leva à missão de transformar as indústrias e as soluções de embalagem com alternativas biodegradáveis, compostáveis e recicláveis”, acrescenta a responsável, que assume a intenção de apoiar a transformação do setor.

A componente científica é um dos pilares do projeto e motivou a colaboração com a Universidade do Minho, que permitiu desenvolver e validar novos materiais, assentes em investigação sobre biopolímeros e processos industriais sustentáveis.  O objetivo é criar soluções que não dependam de aditivos fósseis nem de condições específicas de compostagem, uma das críticas apontadas a alguns bioplásticos existentes.

A iniciativa, porém, não se esgota no produto e quer implementar um modelo alargado de intervenção com “um ecossistema completo e integrado” que combine ciência, indústria, educação e impacto social. 

As aplicações em desenvolvimento vão além das garrafas e incluem utensílios para a restauração, eventos e outros setores, bem como soluções para áreas como a agricultura ou as pescas. O projeto aposta ainda na sensibilização pública, com programas educativos dirigidos a crianças e famílias, focados em temas como a reciclagem e a economia circular.

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