Os CSO Awards Portugal reconhecem o contributo dos Chief Sustainability Officers e dos responsáveis de sustentabilidade que demonstram liderança, consistência e impacto na integração de práticas sustentáveis nas organizações. A primeira edição dos CSO Awards Portugal distinguiu os profissionais que estão a liderar a sustentabilidade dentro das empresas nacionais.
Susana Carvalho, da Bondalti, foi a grande vencedora da primeira edição do CSO of the Year, ao receber a distinção Gold, o principal prémio desta nova iniciativa criada no âmbito do Negócios Sustentabilidade, em parceria com a Futur/io. A cerimónia decorreu durante a Grande Conferência Negócios Sustentabilidade 20|30, realizada na Nova SBE, em Cascais, sob o tema “Clima, tecnologia e geopolítica. Que caminhos?”.
O reconhecimento destaca o papel da sustentabilidade numa empresa industrial, setor onde os desafios da descarbonização, da eficiência energética, da circularidade e da inovação tecnológica são particularmente exigentes. A escolha sublinha também a importância de colocar a sustentabilidade no centro da estratégia empresarial, e não apenas em áreas periféricas da organização.
Na mesma categoria, foram ainda distinguidas Margarida Ferreirinha, da REN, com o prémio CSO of the Year Silver, e Joana Oom de Sousa, do Grupo Sovena, com o prémio CSO of the Year Bronze.
A diversidade das empresas representadas mostra como a sustentabilidade atravessa hoje setores tão distintos como a energia, a indústria, a alimentação, os resíduos e o consumo.
A edição incluiu ainda duas categorias adicionais. Paula Mendes, da Lipor, venceu o prémio CSO of the Future, destinado a profissionais que, mesmo não desempenhando formalmente a função de CSO, têm vindo a desenvolver trabalho relevante nas suas organizações e na comunidade. Sofia Amaral, da L’Oréal Portugal, venceu o prémio CSO of International Companies, que reconhece líderes de sustentabilidade de filiais portuguesas de empresas internacionais.
Num contexto marcado por maior instabilidade geopolítica, pressão sobre as cadeias de valor, transição energética, exigências de adaptação climática e algum recuo no compromisso público de certas empresas com metas ambientais e sociais, o papel dos CSO ganha uma relevância acrescida.
A sustentabilidade deixou de ser apenas uma área de reporte, conformidade ou reputação. Passou a ser uma função estratégica, ligada à competitividade, ao acesso a capital, à gestão de risco, à inovação, à eficiência operacional e à capacidade de criar valor para acionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e comunidades. É esse posicionamento que os CSO Awards Portugal procuram afirmar. A sustentabilidade deve ser abraçada pelas empresas não apenas por pressão regulatória ou reputacional, mas porque é positiva para o negócio. Empresas mais eficientes no uso de recursos, mais preparadas para riscos climáticos, mais transparentes na relação com investidores e mais exigentes na gestão da cadeia de valor tendem a estar melhor posicionadas para competir num mercado em rápida transformação.
A edição portuguesa nasce inspirada nos CSO Awards já existentes na Europa e na América do Norte, promovidos pela Futur/io, que distinguem líderes de sustentabilidade de grandes empresas. Nas edições internacionais, os critérios de elegibilidade incidem sobre empresas com mais de mil milhões de euros ou dólares de volume de negócios anual.
