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Transição energética: um caminho sem volta

A descarbonização é o caminho que a sociedade tem de perseguir para mitigar o impacto cada vez mais acentuado das alterações climáticas. Mas num mundo a diversas velocidades, mudar para uma nova matriz de consumo energético não gera os consensos necessários. Como alavancar todos nesta viagem?

Negócios 09 de Setembro de 2021 às 22:45
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Passar de uma economia baseada em combustíveis fósseis para uma matriz com base em energias renováveis é um caminho sem volta. Quais os investimentos necessários? Existe vontade política? Conseguirão as empresas fazer a transição? Quais as tecnologias a implementar? Estas e outras questões procuram respostas numa época em plena revolução energética.


A talk "Descarbonização: Atuar já compensa", organizada pelo Jornal de Negócios a 9 de setembro, naquele que é o seu segundo ciclo de talks sobre sustentabilidade, contou com a participação de várias personalidades para ajudar a clarificar sobre o que está em causa e os diversos caminhos a seguir.


O painel contou com a participação Filipe Duarte Santos, professor catedrático da Universidade de Ciências da Faculdade de Lisboa e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS); Júlia Seixas, professora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e presidente do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente (DCEA); Ana Quelhas, diretora da Hydrogen Business Unit da EDP; e Tiago Ramos, diretor do Projeto de Hidrogénio na Caetano Bus. A moderação esteve a cargo de Diana Ramos, diretora do Jornal de Negócios.

Alcançar a neutralidade carbónica é o objetivo comum de um mundo a várias velocidades. E isto traz dificuldades acrescidas, sobretudo quando existem economias fortemente dependentes da venda de carvão, gás natural e petróleo. Para Filipe Duarte Santos, "é necessário mudar de paradigma, mas é extremamente difícil, porque a nossa civilização é baseada no consumo intensivo de energia. Tudo está moldado para utilizar combustíveis fósseis e há países cujas economias dependem integralmente disto e, portanto, são resistentes à mudança. Este aspeto é para mim o central".

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