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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Europa mantém liderança nas metas climáticas empresariais, mas Ásia ganha terreno

O velho continente concentra quase metade das empresas com objetivos validados pela Science Based Targets initiative, num ano em que a região asiática cresceu mais depressa.

10 de Abril de 2026 às 16:16
Análise de dados e gráficos para decisões informadas
Análise de dados e gráficos para decisões informadas Pexels
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A Europa continua a liderar a adoção de metas climáticas empresariais alinhadas com a ciência, mas a vantagem está a diminuir com a aceleração registada na Ásia. Segundo a Science Based Targets initiative (SBTi), 49% das empresas com metas validadas estavam, no final do ano passado, sediadas na Europa, enquanto a Ásia já representava 36% do total global. Num só ano, o número de organizações com metas validadas cresceu 34% na Europa, mas subiu 53% na Ásia.

No total, 9.764 empresas fecharam 2025 com metas climáticas validadas pela SBTi, o que representa uma subida de 40% face ao ano anterior. Já o número de empresas com metas net-zero validadas aumentou 61%, para 2.325. Em janeiro, a iniciativa ultrapassou a barreira das 10 mil empresas com metas validadas.

De acordo com o , a maior penetração da SBTi encontra-se entre as 40 maiores cotadas francesas, um cenário igual na bolsa alemã e ainda entre as 100 principais da bolsa britânica. Entre as cotadas francesas, 70% das empresas tinham metas validadas no final de 2025, entre as alemãs eram 68% e na lista de cotadas britânicas 53%.

Apesar de a Europa manter a vantagem face a outras regiões, a Ásia está a crescer e acrescentou, em 2025, 1.216 empresas com metas validadas – praticamente o mesmo número que o velho continente, que somou mais 1.209. O relatório assinala que este avanço está a ser impulsionado por grandes economias como a China, o Japão e a Índia, mas também por mercados emergentes como a Indonésia, o Paquistão, Singapura e Tailândia.

A adesão às metas validadas e alinhadas com a ciência está disseminada pelos diferentes setores, escrevem os autores, com o industrial a concentrar o maior número de empresas aderentes. Em crescimento estão a saúde, as tecnologias de informação e os materiais. 

Em comunicado, o CEO da SBTi, David Kennedy, sublinha que há “provas claras dos benefícios empresariais da definição de metas baseadas na ciência” e que esta é “uma alavanca fundamental para as empresas gerirem o risco de transição e reforçarem a sua resiliência, mantendo-se competitivas agora e no futuro”. O responsável acrescenta ainda que, “apesar dos ventos políticos contrários, um número crescente de empresas em todas as regiões está a definir metas baseadas na ciência”.

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