Trading IMF – Adiamento do Brexit impulsiono Libra

IMF – Adiamento do Brexit impulsiono Libra

Eur/Gbp caiu para mínimos de 22 meses; Dólar mantém-se robusta à medida que Bancos Centrais espelham FED; Crude renovou máximos de meados de novembro; Ouro em mínimos de duas semanas.
IMF – Adiamento do Brexit impulsiono Libra

Eur/Gbp caiu para mínimos de 22 meses

O Eur/Gbp atingiu na semana passada mínimos de maio de 2017 depois de ter sido noticiado que a saída do Reino Unido da UE poderá ser adiada por um período que pode ir de dois meses até 2021. É este um dos cenários que está a ser analisado pelos responsáveis de topo europeus. May ofereceu aos deputados a possibilidade de votar daqui a duas semanas num Brexit desordenado ou no adiamento da saída do Reino Unido da UE, caso o acordo negociado com a UE seja novamente rejeitado. Dar a hipótese de adiamento para retirar a ameaça de uma saída sem acordo a 29 de março, marca um ponto de viragem na crise. May anunciou que irá promover duas votações no parlamento, se não conseguir que o seu acordo seja aprovado a 12 de março. O Governo permitirá os deputados votar no dia 13 de março na possibilidade de sair sem um acordo. Caso não seja aceite, a 14 de março poderão votar num "prazo curto de extensão" do Brexit.

A nível técnico, após a quebra do suporte da zona dos £0.8620-£0.8650, o câmbio tem agora espaço para recuar até perto dos £0.84, perto das linhas de tendência descendente de médio e de longo prazo, iniciadas em julho do ano passado e em setembro de 2017, respetivamente. O MACD mantém o sinal de venda, apesar de o par ter ressaltado perto dos £0.8525 sendo que o RSI de 14 períodos em níveis oversold poderá evitar uma queda ainda mais ampla do par.


Dólar mantém-se robusta à medida que Bancos Centrais espelham FED

A cimeira entre Trump e Kim Jong terminou sem "qualquer acordo" alcançado, mas não terá influenciado o mercado cambial, tendo Trump dado um otimista quanto a negociações futuras. O líder da Fed afirmou que a economia dos EUA irá crescer a um ritmo sólido, mas mais lento. Foi divulgado o PIB dos EUA que abrandou menos que o previsto no quarto trimestre dos 3.4% y/y para os 2.6%, quando se previa uma queda para os 2.3%. O facto da mudança para uma perspetiva mais dovish por parte da Fed ter sido espelhada por outros bancos centrais, manteve intacto o prémio da taxa de juros do dólar face a outras moedas, dando algum suporte à moeda norte-americana.

Tecnicamente, tal como mencionado o par acabou por testar níveis próximos do limite superior do canal descendente (vermelho), mas verificou alguma vulnerabilidade em torno do anterior limite inferior do canal ascendente (verde). Apesar de o Eur/Usd permanecer a negociar dentro do canal descendente e manter a perspetiva bearish, o mais aconselhado é aguardar pela forma como irá reagir. Se for em baixa, um teste aos $1.1260 ficará em cima da mesa, caso contrário, um teste ao limite superior do canal ascendente é muito provável, com a probabilidade inserida de o quebrar e renovar máximos.


Crude renovou máximos de meados de novembro

Declarações de responsáveis sauditas de que irão manter os atuais cortes de produção, ignorando assim os avisos de Trump a incentivar precisamente o contrário, ajudaram a uma recuperação dos preços de petróleo a meio da última semana, após ter corrigido em baixa na anterior segunda-feira. Mais no final da semana, o petróleo subiu a máximos de novembro suportado pelos cortes da OPEP e da Rússia e pelo facto dos EUA terem registado um menor valor de importação nas últimas décadas.

Tecnicamente, tal como mencionado na última semana, após a quebra dos $55.30 – 38.6% de retração de fibonacci – a matéria-prima corrigiu em baixa, libertando alguma pressão bullish do recente rally. Posteriormente, o crude encontrou suporte nos $55 e, consequentemente, ressaltou em alta, aumentando a possibilidade de em breve testar os $60.


Ouro em mínimos de duas semanas

O ouro caiu para mínimos de duas semanas e encontra-se cada vez mais próximo do suporte dos $1300. A desvalorização da commodity foi causada em parte pela recuperação do dólar norte-americano e pela recuperação registada no mercado acionista.

A nível técnico, o ouro quebrou a linha de tendência ascendente iniciada em novembro. Contudo, o metal precioso encontrou algum suporte na média móvel de 50 períodos, muito próximo da barreira dos $1300. O MACD dá um sinal aberto de venda, pelo que será expectável um novo teste aos níveis mencionados. Caso haja uma quebra dos $1300, está aberta a hipótese de uma desvalorização até ao próximo suporte nos $1275.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.



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