Rui Pregal da Cunha: Gosto de acreditar que há por aí uns heróis à solta
Foi o vocalista dos Heróis do Mar. Há alguns anos, foi um dos fundadores do restaurante Can the Can. Rotas para uma conversa saltitante.
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Do Terreiro do Paço, em dias de sol, todas as aventuras parecem possíveis. Rumo ao mar. Em terra. Rui Pregal da Cunha já as percorreu quase todas. Foi o vocalista dos Heróis do Mar quando a música e a sociedade portuguesa encerravam um ciclo e tentavam construir um outro. Depois foi em descoberta do coração do rock em Londres, à boleia de projectos que criaram pequenos cultos, os LX-90 ou os Kick out the Jams. Percorreu os trilhos do jornalismo, da moda ou da magia do cinema. Nunca deixou de ler Banda Desenhada, para descobrir em que trapézios se equilibravam a verdade e a ficção, a estética e o conteúdo. A música nunca lhe saiu da pele, como uma tatuagem impossível de tirar. Por isso nunca deixou de ser DJ, dominando a noite dos sons e o ritmo dos corpos. Há alguns anos foi um dos fundadores do restaurante "Can the Can", no centro do poder de Lisboa, na praça que absorve o mais belo sol do mundo, a do Comércio. Rotas para uma conversa saltitante em busca de heróis que não se perderam no mar quando escutaram o cantar das sereias.