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Crescimento demográfico agrava problema da água

Crescimento das cidades em África reduz acesso da população a água potável e dificulta saneamento

01 de Junho de 2011 às 11:24

A rápida urbanização, que há cinco décadas muda a paisagem africana, está a colocar grandes desafios para o abastecimento de água e serviços de saneamento naquele continente, de acordo com um novo relatório publicado pelas Nações Unidas.

Segundo a Avaliação de Resposta Rápida do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), os centros urbanos estão a crescer, em África, a um ritmo superior ao de qualquer outra parte do globo. A população das cidades africanas, sem acesso a água potável, aumentou de 30 milhões, em 1990, para 55 milhões em 2008. Neste mesmo período, o número de pessoas sem serviços de saneamento considerados razoáveis duplicou em todo o mundo, para cerca de 175 milhões.

Hoje, 40% da população africana, cerca de mil milhões de pessoas, vive em áreas urbanas, 60% das quais em favelas ou bairros de lata, locais com graves problemas de saneamento básico.

"Estas são realidades extremas e há factos que precisam de ser revelados à medida que os países se preparam para a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável em 2012", explicou em comunicado o director-executivo do UNEP e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner.

Esta conferência, também conhecida pela designação Rio+20, irá questionar a Economia Verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. "Há cada vez mais provas que podemos começar a trilhar um caminho diferente no que toca à água e saneamento", disse Achim Steiner.

O estudo analisou pormenorizadamente cidades como Adis Abeba, na Etiópia, Grahamstown, na África do Sul e Nairobi, no Quénia, áreas metropolitanas que cresceram de forma vertiginosa nas últimas décadas e que hoje enfrentam graves problemas de acesso a água potável e saneamento básico.

"As políticas públicas que redireccionam 0,1% do PIB global por ano podem ser importantes, não apenas em relação ao desafio do saneamento básico, mas também da conservação de água potável, ao reduzirem 1/5 da procura de água nas próximas décadas", explicou ainda Achim Steiner.

A população das cidades africanas sem acesso a água potável passou de 30 para 55 milhões, em menos de 20 anos.

Hoje, cerca de 40% dos mil milhões de africanos já estão a viver nas cidades e a tendência para a urbanização é galopante.

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