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Bolsas europeias em alta. Negócio cloud da SAP não convence e tecnológica afunda 11%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
Bolsas europeias em alta. Negócio cloud da SAP não convence e tecnológica afunda 11%
Frank Hoermann / SVEN SIMON / picture-alliance / dpa / AP
Negócios 09:50
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há 53 min.09h47

Europa no verde com época de resultados a todo o gás. SAP afunda mais de 11%

Arne Dedert / AP Images

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente em território positivo esta quinta-feira, numa altura em que a época de resultados avança a todo o gás e os investidores tentam encontrar uma tendência nas previsões das empresas para 2026. Franfurt é a única praça a negociar no vermelho, pressionada pela queda abrupta da SAP em bolsa, após um trimestre desapontante no negócio de "cloud". 

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avança 0,39% para 610,90 pontos, próximo dos máximos históricos atingidos em meados de janeiro, mas com dificuldade em sair do intervalo limitado que tem negociado desde o arranque da semana. Com o ouro e a prata a atingirem novos recordes, o setor mineiro acelera mais de 2%, com os ganhos do principal índice do Velho Continente a serem limitados pelas tecnológicas.

Esta época de resultados está a falhar em dar às ações europeias o catalisador necessário para quebrar novas barreiras. De acordo com uma análise da Bloomberg Intelligence, as 30 empresas que já apresentaram contas e viram os seus resultados ficarem abaixo das expectativas dos analistas fizeram com que o Stoxx 600 perdesse em média 6,5 pontos na sessão seguinte. Já as que conseguiram bater as previsões deram apenas 3,8 pontos ao índice na sessão seguinte. 

"As avaliações das ações estão acima das médias de longo prazo e isso significa que há menos tolerância e margem de segurança para os títulos que não atingem as expectativas de lucros", afirma Dan Boardman-Weston, diretor de investimentos da BRI Wealth Management, à Bloomberg. "Olhando de forma mais ampla, continuo a acreditar que as perspetivas para a Europa serão relativamente fortes este ano", acrescenta. 

Entre as principais movimentações de mercado, a SAP afunda 11,19% para 174,20 euros, a maior queda desde outubro de 2020, depois de as receitas com o seu negócio de "cloud" terem crescido apenas 16% no quarto trimestre para 21,1 mil milhões de euros - bastante abaixo das estimativas dos analistas que apontavam para um aumento de 26%.

Por sua vez, a Nokia cai 6,15% para 5,31 euros, depois de ter visto o seu lucro ajustado cair 3% face ao quarto trimestre de 2024 e ter revelado um "guidance" abaixo das expectativas. Já a STMicroelectronics, uma fabricante de "chips" que conta com a Tesla e Apple como clientes, avança 4,27% para 26,04 euros, ao prever lucros para este ano que ficaram acima das estimativas do mercado. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX é o único no vermelho, ao cair 0,68%. Já o espanhol IBEX 35 avança 0,25%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,54%, o francês CAC-40 cresce 0,86%, ao passo que o britânico FTSE 100 acelera 0,57% e o neerlandês AEX salta 1,13%.

09h29

Juros aliviam na Zona Euro pelo segundo dia consecutivo

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar maioritariamente com alívios pela segunda sessão consecutiva, depois de os comentários de Martin Kocher, governador do banco central austríaco, terem levantado a possibilidade de um corte nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) este ano. 

"Se o euro continuar a valorizar-se cada vez mais, em algum momento isso poderá criar, naturalmente, uma certa necessidade de reagir em termos de política monetária", afirmou. "Não por causa da taxa de câmbio em si, mas sim porque essa taxa de câmbio se traduz em menos inflação, e isso, obviamente, é uma questão de política monetária", acrescentou Kocher.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a negociar inalterados nos 2,856%, mas são os únicos que não registam movimentos. A "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade perde 0,6 pontos-base para 3,420%, enquanto os juros da dívida italiana também a dez anos deslizam 0,7 pontos para os 3,456%. O país liderado por Giorgia Meloni vai hoje ao mercado de dívida para tentar angariar 8,5 mil milhões de euros. 

Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a cair 0,6 pontos base para 3,2% e as espanholas a perderem na mesma magnitude para 3,212%. , um valor dividido em duas linhas de cinco e nove anos, com uma "yield" de 2,572% na primeira e 3,058% na segunda. 

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, seguem a tendência inversa e negoceiam com uma subida de 1 ponto base para 4,553%.


09h09

Dólar de volta às quedas após Bessent tentar segurar a moeda

AP/ Petr Svancara

O dólar está novamente a negociar em território negativo face aos seus principais concorrentes, depois de o secretário do Tesouro norte-americano, e preferem um dólar "mais forte". Mesmo assim, persistem dúvidas sobre o futuro de curto prazo da "nota verde", após Donald Trump ter afastado qualquer preocupação com as mais recentes desvalorizações e numa altura em que os investidores procuram refúgio das tensões internacionais noutros ativos, como o ouro. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa face a uma série de moedas concorrentes - recua 0,16%, tendo chegado a cair 0,3% esta manhã. Por sua vez, o euro volta a aproximar-se dos 1,20 dólares, ao avançar 0,13% para 1,1970 dólares, enquanto a libra cresce 0,18% para 1,3833 dólares - ambas as divisas a negociarem bastante próximas dos máximos de 2021 que alcançaram na terça-feira. Já face ao iene, o dólar negoceia na linha d'água, com perdas de 0,04%. 

"Bessent está a aplicar um pouco de ambiguidade estratégica nos seus comentários sobre o dólar", explica Damien Loh, diretor de investimentos da Ericsenz Capital, à Bloomberg. "Uma política de enfraquecimento total do dólar, como defendida inicialmente por Trump, poderia ganhar vida própria e ficar fora de controlo. [Bessent] estava a tentar moderar essa narrativa, embora eu ainda ache que eles querem um enfraquecimento gradual do dólar", acrescenta. 

Desde o início do ano, o índice do dólar da Bloomberg já caiu 2%, isto depois de já ter caído mais de 8% no ano passado. A "nota verde" tem vindo a ser penalizada por uma série de políticas adotadas pelos EUA e por Trump, desde ameaças tarifárias a países que se oponham ao seu plano de anexar a Gronelândia (nas quais o Presidente norte-americano já recuou), rumores de uma intervenção no iene (entretanto desmentida) e ataques à independência da Reserva Federal (Fed) com tentativas de influenciar a trajetória das taxas de juro. 

08h42

Euforia nos metais preciosos. Ouro nos 5.500 dólares com EUA e Irão em colisão

Mike Groll/AP

O clima de tensão entre EUA e Irão continua a escalar e as novas ameaças de Donald Trump ao regime liderado por Ali Khamenei estão a levar a uma euforia no mercado dos metais preciosos. O ouro ultrapassou a barreira psicológica dos 5.500 dólares por onça e já se aproxima dos 5.600 dólares, com os investidores à procura de refúgio e a abandonarem ativos como obrigações e moedas fiduciárias - um movimento conhecido por "debasement". 

A esta hora, o metal amarelo acelera 2,15% para 5.533,90 dólares por onça, depois de ter conseguido tocar nos 5.594,82 dólares - um novo máximo histórico. É já a nona sessão consecutiva de recordes para o ouro, que está a empurrar o preço de outros metais preciosos para novas alturas - como é o caso da prata, que avança 0,47% para 117,24 dólares por onça, tendo chegado a ultrapassar os 120 dólares esta madrugada. 

Este movimento do ouro acontece depois de o metal amarelo ter fechado o seu melhor dia desde a pandemia de covid-19, ao crescer 4,6%. "A velocidade com que o ouro está a quebrar recordes mostra a rapidez com que a confiança nas ferramentas políticas tradicionais está a ser corroída", explica Christopher Hamilton, da gestora de ativos Invesco, à Bloomberg. Mais do que apenas um catalisador, o analista afirma que este "rally" é explicado por um "raro alinhamento de forças". 

Na quarta-feira, o Presidente dos EUA fez um ultimato ao Irão: ou o país acaba com o seu programa nuclear ou poderá ter de enfrentar uma intervenção militar norte-americana. Esta pressão acontece numa altura em que o regime de Ali Khamenei vê-se a braços com uma série de protestos populares, que estão a ser altamente reprimidos e que já tinham levado os EUA a ameaçarem por diversas vezes o Irão com uma possível intervenção. 

Desde o arranque do ano, o ouro já valorizou quase 30% - e o primeiro mês de 2026 ainda nem terminou. A política errática e intervencionista de Trump explica em grande parte este "rally", após ameaças tarifárias a países europeus que se opunham aos planos dos EUA de anexar a Gronelândia, a captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e especulação de uma intervenção das autoridades norte-americanas no iene (). 

08h10

Petróleo avança 1,5% após novas ameaças dos EUA ao Irão

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a acelerar pelo terceiro dia consecutivo, impulsionados pelas crescentes preocupações de que os EUA poderão realmente intervir no Irão. Numa série de novas publicações nas redes sociais, Donald Trump pressionou o regime de Ali Khamenei para terminar o seu programa nuclear ou enfrentar o exército norte-americano, numa altura em que o país continua mergulhado em protestos e os manifestantes enfrentam uma grande onda de repressão. 

A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 1,61%, para os 64,24 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 1,49% para os 69,41 dólares por barril. Os dois contratos estão a negociar em máximos de 29 de setembro e, desde segunda-feira, já valorizaram cerca de 5%, à boleia de uma escalada de tensões entre os EUA e um dos maiores produtores de crude do mundo.

O Irão é o quarto maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com um "output" de cerca de 3,2 milhões de barris por dia. Qualquer ataque ao país poderia levar a uma disrupção no abastecimento de crude a nível global, levando a um aumento de preços no curto prazo - uma vez que, a longo prazo, os investidores continuam focados no grande excedente previsto por uma série de agências internacionais. 

Trump está a considerar as opções que tem em cima da mesa para pressionar ainda mais Ali Khamenei. O Presidente dos EUA revelou que uma frota norte-americana já se encontra posicionada no Médio Oriente, preparada para um eventual ataque, e existe mesmo a possibilidade de entrar em confronto direto com o atual regime iraniano, de acordo com o que vários órgãos internacionais têm reportado. 

Em reação, o Brent poderia ultrapassar os 70 dólares por barril, diz Robert Rennie, diretor de pesquisa de matérias-primas do Westpac Banking, à Bllomberg. No entanto, o analista continua "cético em relação a uma maior deterioração da situação a partir deste ponto", prevendo até que os preços do petróleo caiam abaixo dos 50 dólares no primeiro semestre do ano devido à oferta abundante de países como o Brasil e a Guiana. 

07h54

Resultados das "big tech" não impedem Ásia de renovar recordes. Europa aponta para o verde

As principais praças asiáticas avançaram para um novo recorde esta quinta-feira, com a Europa a apontar para uma abertura em alta, apesar de os resultados das grandes tecnológicas norte-americanas terem enviado sinais mistos ao mercado. A  e a Microsoft até conseguiram superar as previsões dos analistas, mas os acabaram por ficar bastante acima do que era esperado, fazendo surgir preocupações de que estes investimentos não tenham um grande retorno no curto prazo. 

Pela Coreia do Sul, o Kospi conseguiu terminar a sessão em território positivo, com ganhos de quase 1%, apesar da queda da Samsung em bolsa. A para um recorde de 20,1 biliões de wons (12,34 mil milhões de euros), muito devido ao aumento exponencial da procura de semicondutores para aplicações de IA. As ações da empresa atingiram um novo máximo histórico, o que levou os investidores a avançarem com uma tomada de mais-valias, invertendo o sentido de negociação da Samsung. 

Já pelo Japão, e apesar de a sessão ter sido marcada por alguma turbulência, o Nikkei 225 e o mais abrangente Topix conseguiram terminar no verde, com ganhos de 0,03% e 0,28% respetivamente. Os ganhos das praças nipónicas continuam a ser limitados pelos grandes movimentos do iene e um aumento brutal nos juros das obrigações - principalmente as de longo prazo. Na China, tanto o Hang Seng, de Hong Kong, como o Shanghai Composite encerraram a sessão em território positivo, mas com ganhos modestos de 0,3% e 0,2%.

"Os mercados globais estão a negociar com uma clara falta de convicção”, explica Hebe Chen, analista da Vantage Markets, à Bloomberg. “As crescentes tensões geopolíticas em torno do Irão e a volatilidade do dólar americano estão a reforçar a sensação de que os riscos macroeconómicos permanecem por resolver, mantendo os investidores num modo cauteloso e de espera", acrescenta. 

Estes movimentos acontecem ainda um dia depois de a , um movimento já esperado pelos analistas. Na conferência de imprensa, o líder do banco central, Jerome Powell, aludiu à fraqueza do mercado do imobiliário residencial, mas sublinhou que a expansão da atividade económica a um ritmo sólido afasta um corte nos juros imediato. 

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