Ministro das Finanças não se compromete com prazo para salário mínimo nos 1.600 euros
O ministro das Finanças não se comprometeu com um prazo para que o salário mínimo atinja os 1.600 euros, questionado esta sexta-feira sobre as declarações do primeiro-ministro sobre essa meta. Atualmente, o salário mínimo é de 870 euros.
"Seria especular" dizer daqui a quanto tempo será possível pois "depende de muitas variáveis. Temos de ter ambição, e ambição de reformar o país, aumentar a produtividade, mais crescimento económico", vincou Miranda Sarmento em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas no final da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.
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Sobre a greve, a Miranda Sarmento admitiu terem-se registado "pequenas situações de serviços públicos" fechados na quinta-feira, o que demonstra que "o país trabalhou".
"Eu não vou comentar números. Quem quis fazer greve, fê-lo, é um direito, [mas] a maioria da administração pública esteve a trabalhar e a esmagadora maioria do setor privado esteve a trabalhar", apontou Miranda Sarmento,
Questionado se estava a contradizer os números das centrais sindicais sobre a greve geral de quinta-feira, o governante apontou: "Estou a dizer que houve pequenas situações de alguns serviços públicos em que se sentiu algum efeito da greve, mas no geral o país trabalhou".
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"Basta ver que o consumo de eletricidade esteve mais ou menos ao nível daquilo que é habitual num dia útil de semana, os levantamentos ATM [multibanco] também tiveram em linha com aquilo que é habitual, portanto o país seguiu a sua vida e quem quis fazer greve tem esse direito e pode exercê-lo", adiantou.
Sobre as negociações relativas à reforma laboral entre Governo e sindicatos, Miranda Sarmento adiantou que essas discussões "se mantêm".
"Aliás, a greve ocorre a meio de uma negociação, porque nenhuma das partes terminou essa negociação e seguramente não o Governo", concluiu.
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A greve geral foi convocada pelas centrais sindicais CGTP-IN e UGT, contra alterações à legislação laboral defendidas pelo Governo.
Enquanto o Governo situou a adesão à greve entre os 0 e os 10%, os sindicatos falaram numa adesão superior a 80%, falando em 100% em serviços como o Metro de Lisboa.
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