A ilusão dos almoços grátis
Nos 40 anos de integração europeia, Portugal habituou-se demasiado aos fundos europeus. A paisagem mudou, as infraestruturas ficaram melhores, mas também há muito desperdício e investimento sem retorno. O fim da chuva de euromilhões avizinha-se, mas para o país o choque até pode ser positivo. Acaba a ilusão dos almoços grátis à conta de Bruxelas e se houver mais critério e mais exigência, até pode ser uma oportunidade para dar a volta e fugir desta estagnação a que parecemos condenados.
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Um dia quando se fizer o balanço do PRR, a bazuca segundo António Costa, e de toda a história e dos desperdícios dos fundos europeus, talvez se chegue à conclusão que a subsidiodependência dos fundos europeus também contribui para a longa estagnação da economia portuguesa. O dinheiro europeu parece dinheiro fácil e o país viciou-se nestas verbas, que resolvem situações pontuais, subsidiam coisas importantes, mas não tornaram o país tão competitivo como deveria ser e os serviços públicos eficientes.
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