Proteção Civil com quase 12 mil ocorrências devido ao mau tempo, 1.327 nas últimas 24 horas
Governo está a avaliar isenção de portagens em zonas afetadas, diz Pinto Luz
E-Redes diz que há 134 mil clientes ainda sem eletricidade
Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios
Centenas de milhares de pessoas continuam com falhas na rede móvel, diz presidente da Anacom
Rede Expressos garante reembolso total dos bilhetes até dia 8 de fevereiro
Depressão Leonardo vai afetar Portugal continental a partir da tarde de terça-feira
E-Redes: Cerca de 147 mil clientes continuavam sem energia às 13:30
Mau tempo: Proteção civil registou 764 ocorrências entre as 00:00 e as 12:30
Leiria lança plataforma Estragos.pt para reporte de danos
Carneiro pede ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia
Turismo do Centro pede reposta "rápida e eficaz" para hotelaria e restauração afetadas
Associação pede reafetação de verbas do E-Lar para ajuda a zonas afetadas
Comarcas de Leiria, Santarém, Setúbal e Coimbra com impactos relevantes
Descargas da barragem de Touvedo inundam Ponte de Lima e Ponte da Barca
Distrito de Aveiro com 19 vias cortadas a inundações
Câmara de Alvaiázere pede desesperadamente mais bombeiros
Caldas da Rainha sem eletricidade por intervenção da E-Redes
Alqueva retoma descargas por "persistência de caudais afluentes elevados"
E-Redes registou um aumento do número de avarias durante a madrugada
Mais de mil militares já mobilizados para apoiar populações
Imagens de drone mostram dimensão da grua que caiu sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz
Proteção civil registou 263 ocorrências desde a meia-noite
Câmara de Leiria disponibiliza apoio psicológico
Atrasos e supressões nas ligações fluviais entre Cacilhas e Lisboa
Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas
Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca
Proteção Civil registava pelo menos 119 ocorrências esta madrugada
Proteção Civil com quase 12 mil ocorrências devido ao mau tempo, 1.327 nas últimas 24 horas
A Proteção Civil registou 1.327 ocorrências nas últimas 24 horas, elevando para um total de 11.839 desde que a tempestade Kristin atingiu Portugal continental na quarta-feira.
"Desde o dia 27 de janeiro às 16:00 até às 16:00 de hoje, temos a registar 11.839 ocorrências", adiantou a adjunta de operações do comando nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Daniela Fraga.
Segundo referiu, as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimentos em massa foram as ocorrências mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.
Desde as 16:00 de domingo até às 16:00 de hoje, a ANECP registou mais 1.327 ocorrências sendo as mesmas as regiões as mais afetadas, avançou Daniela Fraga.
Para os próximos dias está previsto vento forte e agitação marítima, sendo o mau tempo agravado pela depressão Leonardo, segundo a adjunta de operações da ANEPC.
Daniela Fraga alertou ainda para a ocorrência de inundações em zonas urbanas, de cheias e instabilidade de vertentes, conduzindo a deslizamentos, derrocadas, entre outras consequências.
Ainda dentro dos efeitos expectáveis da depressão, está o piso escorregadio, possíveis acidentes na orla costeira e arrastamento para vias rodoviárias de objetos soltos ou desprendimento de estruturas móveis.
A responsável recomendou medidas preventivas como garantir que não há bloqueios dos sistemas de escoamento de águas pluviais e evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial zonas onde já correram inundações.
"A colocação de sacos e tamponamento de portas e de janelas, evitando assim a entrada de água nas habitações ou infraestruturas que se encontram construídas em leitos de cheia ou em áreas com histórico potencial de inundação" também foi uma recomendação de Daniela Fraga.
A responsável pediu que se evite atravessar zonas inundadas, para prevenir o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos ou caixas de esgoto abertas.
Em relação aos cortes da energia elétrica devido à tempestade, indicou que tem existido uma resposta mais rápida do que era previsível, considerando que daqui alguns dias a situação poderá estar regularizada.
Em relação às medidas de prevenção para a próxima tempestade, houve um reforço e pré-posicionamento de meios de todos os agentes de proteção civil e foi enviado um SMS preventivo para os cidadãos, segundo Daniela Fraga.
Depressão Leonardo vai afetar Portugal continental a partir da tarde de terça-feira
O estado do tempo em Portugal continental vai ser afetado entre a tarde de terça-feira e sábado pela depressão Leonardo, prevendo-se chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, indicou esta terça-feira o IPMA.
Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) refere que Portugal continental irá começar a sentir os efeitos da depressão Leonardo "inicialmente com a aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve de um sistema frontal a ela associado, a partir do final da tarde" de terça-feira, "com precipitação persistente e por vezes forte e rajadas de vento que podem atingir 75 quilómetros/hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas".
O sistema frontal irá estender-se gradualmente às outras regiões do continente durante quarta-feira, prevendo-se que "o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite" de quarta para quinta-feira, "passando gradualmente a regime de aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada, com queda de neve acima de 1500/1600 metros, baixando gradualmente a cota para 1200/1400 metros".
O vento soprará temporariamente mais fraco entre a tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira, acrescenta o IPMA.
Ainda de acordo com as previsões, os maiores valores acumulados de chuva deverão registar-se nas regiões montanhosas do Norte e Centro, podendo, entre terça-feira e sábado, "atingir 150 a 250 mm (litros/m2) em alguns locais".
A agitação marítima será forte durante esse período, estando previstas ondas do quadrante oeste até seis metros de altura na costa ocidental, "podendo atingir 11 metros de altura máxima, diminuindo temporariamente" entre a tarde de quarta e a manhã de quinta-feira.
Devido a estas previsões, o IPMA emitiu avisos laranja, o segundo mais grave, e amarelo para "precipitação, neve, rajada de vento e agitação marítima".
Na nota, o IPMA explica que a depressão Leonardo deverá estar na quarta-feira a 1.100 quilómetros a norte do arquipélago dos Açores.
O aviso laranja emitido pelo IPMA indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o aviso amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
Governo está a avaliar isenção de portagens em zonas afetadas, diz Pinto Luz
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou esta segunda-feira que o Governo está a avaliar a isenção de portagens nas zonas afetadas pela passagem da depressão Kristin e prometeu uma solução nas próximas horas.
"Estamos a avaliar e, nas próximas horas, traremos uma solução, com certeza", destacou, à saída de uma reunião em que participou hoje à tarde, em Leiria, juntamente com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
Na reunião estiveram ainda vários secretários de Estado, construtoras, associações empresariais, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, várias comunidades intermunicipais, Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), os presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e o responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.
Aos jornalistas, Pinto Luz explicou que o Governo está a avaliar essa possibilidade, depois de ter sido contactado por alguns autarcas.
"Estamos a perceber aquilo que são estradas nacionais que deviam oferecer um serviço às populações, à economia e não está a conseguir ser feito. Nos casos em que esse serviço não está a conseguir ser feito, portanto, o Estado falhou, e desse ponto de vista não conseguiu cumprir essa dimensão da rede de estradas nacional", referiu.
O governante disse que as equipas se encontram a trabalhar para encontrar uma solução e recordou que a concessão das autoestradas é privada.
"Estamos a avaliar todas as dimensões e, sem gerar expectativas, foi isso que eu disse aos presidentes de Câmara. Aquilo que temos experienciado, eu hoje vim de Ourém, vim de Ferreira do Zêzere, é uma situação absolutamente única", concluiu.
Já hoje, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, tinha reivindicado a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da autoestrada 8 (A8) que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.
Também a Câmara de Montemor-o-Velho pediu hoje a suspensão temporária do pagamento de portagens na Autoestrada 14 (A14), enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
E-Redes diz que há 134 mil clientes ainda sem eletricidade
Há 134 mil clientes ainda sem fornecimento de eletricidade, de acordo com dados da E-Redes às 18h00 na sequência da passagem da Depressão Kristin, que continua a afetar a rede de distribuição em várias regiões do país.
Deste total, 129 mil clientes concentram-se nas zonas mais críticas, com o distrito de Leiria a registar o maior impacto, somando 95 mil clientes sem energia. Seguem-se Santarém, com 22 mil clientes, Castelo Branco, com 11 mil, e Coimbra, onde há cerca de mil clientes ainda afetados.
A E-Redes mantém equipas no terreno a trabalhar na reposição do fornecimento, num contexto marcado por danos na infraestrutura da rede e por dificuldades de acesso a algumas zonas, devido às condições meteorológicas adversas.
Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios
A ministra da Administração Interna disse esta segunda-feira, em Alvaiázere, que desconhece o que falhou sobre o atraso na disponibilização de meios aos territórios mais afetados pela depressão Kristin.
"O sistema é complexo e as entidades coordenadores do sistema de proteção civil têm todo o cuidado de garantir a colaboração entre todos", disse Maria Lúcia Amaral, à entrada para uma reunião no quartel dos bombeiros daquele município do distrito de Leiria.
A governante disse que é preciso "ter em linha de conta que as necessidades são muitas, de vários lados, e que esta foi uma crise com aspetos múltiplos, de comunicações e falha de energia, que pode ter contribuído para que se sentisse a falta durante mais tempo".
Esta manhã, o presidente da Câmara de Alvaiázere, João Paulo Guerreiro, o presidente da Câmara de Alvaiázere, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu "desesperadamente apoio de bombeiros", porque os da corporação local estão exaustos.
"Os nossos bombeiros voluntários têm sido exemplares, têm estado com elevada disponibilidade todos os dias, mas estão a ficar exaustos. Vemos por essa região fora e também noutras regiões vizinhas corporações de bombeiros a apoiarem os bombeiros dos territórios que foram afetados. Em Alvaiázere, já pedimos e pedimos e pedimos e ainda não tivemos apoio de nenhuma corporação de bombeiros", disse à agência Lusa.
Esta tarde, muitos antes da visita da ministra da Administração Interna chegou um grupo de bombeiros da zona da Guarda, constituído por cerca de 20 elementos, e também um grupo de 19 militares do Exército para ajudar nas ações mais prioritárias.
À saída da reunião com a Proteção Civil de Alvaiázere, Maria Lúcia Amaral disse que foram discutidos "dois pontos fundamentais: acorrer às pessoas com maior dificuldade de casa e comunicação e prevenir os riscos da semana que aí vem, com previsões de agravamento meteorológico".
Aos jornalistas a governante rejeitou falhas no envio mais atempado de militares para o terreno, afirmando que, "desde o início, todos têm feito o possível para que a colaboração conjunta que aqui ficou personificada seja realizada".
O presidente da Câmara de Alvaiázere reconheceu que se tivesse tido reforços o auxílio à população estaria muito mais avançado, apontando para uma janela temporal "muito curta" para as reparações antes das condições meteorológicas se agravarem novamente.
Salientando que o município conta atualmente com 25 desalojados, embora já tivessem sido uma centena, João Paulo Guerreiro teme que o número possa crescer exponencialmente face à quantidade de pessoas que sofreram grandes estragos nas suas habitações.
"Com o agravamento das condições meteorológicas, tememos, se nada for feito, que o número de desalojados venha a ser muito mais, por isso a nossa preocupação e apreensão [ao pedir ajuda], sublinhou.
Centenas de milhares de pessoas continuam com falhas na rede móvel, diz presidente da Anacom
A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) disse hoje que continuam centenas de milhares de pessoas com problemas na rede móvel, devido ao mau tempo, apontando, no entanto, que mais de 50% dos locais afetados já estavam recuperados.
Sandra Maximiano, que falou no Porto, à margem da Cimeira Internacional sobre Resiliência de Cabos Submarinos, disse que havia "centenas de milhares de pessoas ainda afetadas na rede móvel", num número que deve rondar as 200 mil.
Mas a situação tem vindo a melhorar, destacou, indicando que "à medida que a eletricidade tem sido reposta, as comunicações são obviamente repostas, quando estas foram afetadas por falha de energia exclusivamente".
No entanto, destacou, houve muitas infraestruturas de telecomunicações afetadas, nomeadamente "nos traçados aéreos, sobretudo com a queda de postes e outras antenas, outras infraestruturas nos 'rooftops' e também nas próprias estruturas de antenas que foram afetadas".
A presidente da Anacom referiu que "há muitos operacionais no terreno", sendo que o próprio regulador "também tem operacionais a ajudar".
"Acho que a situação tem vindo a progredir positivamente e isso não é tão rápido quanto se calhar a maior parte das pessoas esperaria, ou todos nós esperaríamos, mas é como disse há determinada infraestrutura que não se reconstrói imediatamente", explicou.
"Não sabemos com exatidão quanto tempo vai demorar, mas nós já temos mais de 50% dos 'sites' que tinham sido afetados recuperados, portanto, a perspetiva é que na próxima semana" a situação esteja mais regularizada.
Para o futuro, a presidente da Anacom deixou um alerta. "Acho que temos que pensar todos numa resiliência das telecomunicações, olhar para estes eventos meteorológicos e pensar, ver que infraestruturas é que foram afetadas, como é que elas foram afetadas, o que é que se pode melhorar para minimizar".
Para Sandra Maximiano é preciso "repensar esse tipo de infraestrutura", apontando para a criação de uma "estrutura subterrânea", ou seja, colocar esses traçados aéreos no solo.
Questionada sobre se os clientes que ficaram com o serviço afetado poderão, no futuro, ter direito a uma compensação, a presidente da Anacom disse que será uma matéria que estará "obviamente, em análise, porque geralmente são compensados quando existe alguma interrupção do serviço".
Rede Expressos garante reembolso total dos bilhetes até dia 8 de fevereiro
A Rede Expressos anunciou que vai reembolsar a 100% todos os bilhetes que sejam cancelados até 1 hora antes da partida. A medida estará em vigor até dia 8 de fevereiro como "medida excecional de apoio aos passageiros", "num contexto de agravamento das condições meteorológicas em Portugal". A ideia é permitir maior flexibilidade a quem necessite de ajustar os seus planos de viagem sem penalizações.
Os pedidos devem ser efetuados através do portal www.rede-expressos.pt, desde que feitos no prazo máximo de 1 hora antes da partida prevista.
“A segurança e a confiança dos nossos passageiros estão sempre em primeiro lugar. Perante este contexto de instabilidade meteorológica, entendemos ser fundamental oferecer total flexibilidade a quem necessita de ajustar os seus planos de viagem”, afirma Nelson Silva, diretor-geral da Rede Expressos, em comunicado.
Mau tempo: Proteção civil registou 764 ocorrências entre as 00:00 e as 12:30
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 764 ocorrências relacionadas com o mau tempo, entre as 00:00 e as 12:30, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa o comandante Telmo Ferreira.
Entre as ocorrências, registaram-se 358 quedas de árvores, 149 quedas de estruturas, 134 inundações, 69 movimentos de massas e deslizamentos de taludes e 54 limpezas de via", adiantou.
Segundo a mesma fonte, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera em número de ocorrências, tendo registado 280 até às 12:30, logo seguida pelo Centro, com 272.
Também se verificaram ocorrências nas regiões Norte (103), Alentejo (82) e Algarve (27).
As descargas das barragens registaram "um incremento ligeiro" nas bacias dos rios Tejo e Mondego, mas "dentro daquilo que eram as previsões", assinalou ainda o comandante da Proteção Civil.
No que concerne à circulação ferroviária, a linha do Minho passou a estar suspensa, entre Barcelos e Tamel, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).
Segundo um comunicado da IP, com ponto de situação feito às 12:00, mantêm-se condicionamentos em quatro vias: Linha do Norte (entre Soure e Coimbra B), Linha do Douro (entre a Régua e Pocinho), Ramal de Alfarelos (entre Alfarelos e Figueira da Foz) e Linha do Oeste (entre Mafra e Amieira).
Vários distritos de Portugal continental estiveram sob avisos durante a noite, por causa da chuva forte, vento e agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
E-Redes: Cerca de 147 mil clientes continuavam sem energia às 13:30
Cerca de 147 mil clientes estavam hoje pelas 13:30 sem energia elétrica em Portugal continental, dos quais 133 mil nas zonas mais críticas atingidas pela depressão Kristin na madrugada de quarta-feira, informou a E-Redes.
Numa nota, a empresa destaca que em Leiria permaneciam 99 mil clientes sem energia, em Santarém 23 mil, em Castelo Branco nove mil e em Coimbra dois mil.
Anteriormente, a E-Redes tinha indicado que registou um aumento do número de novas avarias na rede elétrica, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada de hoje. Às 08:00 estavam sem luz 161 mil clientes.
Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superaram os 220 quilómetros por hora.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
Turismo do Centro pede reposta "rápida e eficaz" para hotelaria e restauração afetadas
O presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, espera que os apoios a conceder às unidades de hotelaria e restauração afetadas pela depressão Kristin venham "o mais rapidamente possível".
"Todos percebemos que há prioridades e, neste momento, a preocupação é repor o abastecimento de água, de eletricidade e também recuperar as habitações danificadas. Mas, depois, é preciso dar uma resposta rápida e eficaz para resolvermos o mais rapidamente possível os problemas dos empresários do setor afetados", afirmou hoje Rui Ventura à agência Lusa.
Para tal, o presidente da Turismo do Centro disse contar com "a experiência" de Paulo Fernandes (ex-presidente da Câmara do Fundão), nomeado pelo Governo para liderar a Estrutura de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas.
"É um autarca de referência e, com a experiência que tem, seguramente vai contribuir para, em articulação com todos, conseguirmos dar uma resposta rápida e eficaz".
O responsável já visitou algumas das zonas afetadas e disse ter ficado "muito impressionado" com o que viu.
"Uma coisa é ver na televisão, outra é ver no terreno. A devastação que causou é impressionante", considerou.
Carneiro pede ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia
O secretário-geral do PS instou esta segunda-feira o Governo a ativar o mecanismo europeu de proteção civil para responder às consequências da depressão Kristin e reiterou a sua disponibilidade para colaborar, apesar de não ter sido contactado pelo executivo.
"Insistimos na imediata ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil (...) porque permite meios e recursos que são importantes para responder a esta crise", pediu José Luís Carneiro numa conferência de imprensa após uma reunião do secretariado nacional do PS, na sede do partido, em Lisboa, sobre os impactos da passagem da depressão Kristin por Portugal continental.
O líder do PS lembrou também o Governo da "importância de pôr em prática as medidas previstas na Estratégia Nacional de Proteção Civil preventiva" e de "garantir o cumprimento das medidas previstas no Planeamento Civil de Emergência".
No sábado, em declarações à Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias já tinha criticado a decisão do Governo de não ter recorrido ao Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (EUCPM), com a justificação de que os meios nacionais não estão esgotados.
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