Stoxx 600 começa fevereiro em recorde à boleia da banca e viagens. Pandora dispara 9%
Juros da dívida agravam-se na Zona Euro. "Yield" das Gilts alivia
Dólar ganha terreno com queda nos metais e nomeação de Warsh para a Fed
Petróleo derrapa 4% enquanto EUA e Irão preparam negociações
Quedas do ouro e prata abrandam mas metais continuam no vermelho
Wall Street arranca fevereiro em queda pressionado pelos metais preciosos. Walt Disney tomba 6%
Índice da bolsa espanhola ultrapassa os 18.000 pontos
Bitcoin próxima de apagar ganhos conseguidos após administração Trump
Tecnológicas e mineiras atiram Europa para o vermelho
Juros agravam-se na Zona Euro mas com movimentações reduzidas. Reino Unido destoa
Recuperação do dólar pressiona ainda mais os metais preciosos
Metais preciosos derretem. Ouro afunda mais de 5% e prata perde quase 8%
Petróleo afunda cerca de 5% com Trump a recuar nas ameaças ao Irão
"Efeito dominó" derruba praças asiáticas após "sell-off" nos metais preciosos. Europa aponta para o vermelho
Stoxx 600 começa fevereiro em recorde à boleia da banca e viagens. Pandora dispara 9%
As bolsas europeias terminaram a sessão pintadas de verde, levando a que o índice de referência para o bloco atingisse um novo recorde neste arranque do mês. As ações recuperaram da queda da abertura da sessão, numa altura em que as empresas mineiras atiravam o setor para o chão.
No final do dia, o setor recuperou , apesar de o ouro e da prata continuarem a trajetória de queda, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter preparado uma reserva de 12 mil milhões de dólares em minerais para reduzir a dependência da China.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – subiu 1,03%, para os 617,31 pontos, um novo recorde de fecho, tendo também chegado a um máximo histórico intradiário de 617,80 pontos. Entre os 20 setores que compõem o "benchmark", o impulso surgiu sobretudo da banca, que saltou 2%, e das viagens e lazer, que pulou 2,5%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 1,05%, o espanhol IBEX 35 avançou 1,31%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,05%, o francês CAC-40 somou 0,67%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou ganhos de 1,15%, sendo que o neerlandês AEX pulou 0,78%.
Com a recuperação dos metais preciosos, “o sentimento de risco tornou-se mais positivo novamente, o que também impulsionou as ações”, disse Ulrich Urbahn, chefe de estratégia e pesquisa de multiativos da Berenberg, à Bloomberg.
As ações europeias encaminham-se assim para estender a sequência de sete meses de valorizações, já que a região oferece oportunidades para investidores que procuram proteção contra ações muito mais caras no mercado, dizem os analistas, que acrescentam que estes títulos de menor valor estão a dominar o desempenho no mercado acionista - um sinal positivo para o bloco.
Entre os principais movimentos empresariais, a Pandora disparou mais de 9% para 555,6 coroas dinamarquesas, enquanto o preço da prata continua a cair nos mercados internacionais-
Já o BFF Bank SpA tombou 44% após cortar as metas financeiras para 2026 ao mesmo tempo que a empresa lida com a saída do CEO, Massimiliano Belingheri, que será substituído pelo atual CFO, Guiseppe Sica.
Juros da dívida agravam-se na Zona Euro. "Yield" das Gilts alivia
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram agravamentos na primeira sessão de fevereiro, acompanhando a tendência registada nos juros do Tesouro dos EUA, à medida que os investidores diminuem as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana.
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelerou 2,5 pontos-base para 2,866%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade ganharam 2,4 pontos-base para 3,448%. Por Itália, e apesar de a Standard & Poor's até ter revisto em alta o "outlook" do país para "positivo", os juros das obrigações a dez anos saltaram também 2,5 pontos para 3,479%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência agravou-se em 1,9 pontos-base para 3,212% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que subiram 2,1 pontos para 3,230%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariaram a tendência, ao cederem 1,5 pontos-base para 4,505%, isto depois de a confiança das empresas na economia do Reino Unido ter atingido o valor mais elevado em oito meses. O Banco de Inglaterra reúne esta quinta-feira e tudo aponta para que as taxas de juro se mantenham inalteradas.
Dólar ganha terreno com queda nos metais e nomeação de Warsh para a Fed
O dólar destaca-se entre as principais divisas, com o índice da DXY a saltar 0,6% para 97,54 pontos, enquanto os preços dos metais preciosos continuam a derrapar. Ao mesmo tempo, os investidores estão focados nos dados da indústria, divulgados ainda esta segunda-feira, após a recente volatilidade causada pela escolha da Casa Branca para próximo presidente da Reserva Federal (Fed).
O euro perde 0,41% para 1,1803 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" ganha 0,49% para 155,54 ienes. Já a libra perde 0,26% para 1,3651 dólares.
“A recuperação do dólar parece ser parcialmente impulsionada pela expectativa de que Kevin Warsh seja mais agressivo do que alguns temiam que o próximo presidente da Fed pudesse ser”, disse Garfield Reynolds, estratega do Markets Live, à Bloomberg.
Mais importante do que os dados de hoje será o relatório do emprego, publicado na sexta-feira, que deverá dar novas pistas ao mercado sobre qual o próximo passo do banco central quanto a taxas de juro nos EUA.
A subida da "nota verde" parece estar a surpreender parte do mercado, já que apostar na sua queda foi uma das estratégias mais escolhidas sobretudo durante a segunda quinzena de janeiro, segundo os analistas consultados pela Bloomberg.
Noutras moedas, a libra britânica mantém-se perto de recordes face ao dólar atingido na semana passada, enquanto o foco segue para a decisão do Banco de Inglaterra esta quinta-feira. Ao que tudo aponta, as taxas de juro deverão manter-se inalteradas. O Banco Central Europeu deverá, no mesmo dia, optar pela mesma estratégia.
Petróleo derrapa 4% enquanto EUA e Irão preparam negociações
Os preços do petróleo estão a tombar neste arranque de fevereiro, com o menor risco associado a uma possível ação militar dos EUA no Irão, isto depois de Donald Trump ter dito que a Casa Branca está em conversações com Teerão.
O Ministério nos Negócios Estrangeiros da República Islâmica disse esperar que os esforços diplomáticos evitem uma guerra alargada. Também o tombo nos preços dos metais preciosos desde a passada sexta-feira estará a contagiar o sentimento negativo.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – perde 4,69%, para os 62,15 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 4,67% para os 66,08 dólares por barril.
“A queda parece mais um reajuste de posicionamento do que uma mudança fundamental”, disse Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital LP, à Bloomberg. “Sem um novo choque de oferta, o petróleo está a devolver parte do prémio de risco, enquanto o mercado se recalibra após incorporar uma interrupção de curto prazo que simplesmente não se materializou”, acrescentou.
Apesar da quebra dos preços neste arranque do ano, as perspetivas para o "ouro negro" ainda são de excedente de oferta nos primeiros seis meses do ano. James Taylor, chefe do serviço quantitativo da consultoria Energy Aspects, diz à Bloomberg que, caso o Brent caia abaixo dos 65 dólares por barril, as vendas poderão prolongar-se.
Além disso, os efeitos da invasão norte-americana à Venezuela e à produção de crude da nação sul-americana já se começam a fazer sentir. Em janeiro, as exportações de crude venezuelano saltaram de 498 mil barris por dia no mês anterior para 800 mil.
Quedas do ouro e prata abrandam mas metais continuam no vermelho
O "sell-off" nos metais preciosos continua, mas agora com quedas mais moderadas. O ouro cai a esta hora 4,98% para 4.650,59 dólares por onça, depois de ter chegado a perder 10% de manhã, e a prata negoceia com quedas de 9,58% para 76,9 dólares por onça, um recuo expressivo mas ainda assim menor que os 16% registados no início da sessão - foi mesmo a maior queda intradiária de sempre da prata.
Os metais preciosos estavam numa rápida ascensão registando recorde atrás de recorde - o ouro bateu mais um máximo a 25 de janeiro, quebrando a barreira dos 5.000 dólares por onça, apoiado por um contexto geopolítico cada vez mais incerto ,que reforçou o papel do metal como ativo-refúgio.
Apesar de alertas de que os metais poderiam estar sobreavaliados - o analista Robert Gottlieb dizia, por exemplo, à Bloomberg, que "o mercado estava muito saturado" - uma notícia veio atirá-los para o precipício: na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos anunciou o substituto de Jerome Powell à frente da Reserva Federal dos EUA. Kevin Warsh é tido como o mais "falcão" dos quatro candidatos ao cargo, esperando-se uma política mais favorável à subida de juros para controlar a inflação e o pleno emprego, os dois mandatos da Fed. Esta expectativa fortaleceu o dólar mas enfraqueceu o ouro, que não remunera juros.
Com o retorno obtido com os metais em máximos históricos, muitos investidores estavam apenas à espera do momento de viragem para vender e encaixar o lucro. "A maioria dos compradores, com elevados lucros, já tinham um pé na porta, estavam prontos a sair a qualquer momento", explicou à Bloomberg Jia Zheng, "head of trading" da Shanghai Soochow Jiuying Investment Management.
Wall Street arranca fevereiro em queda pressionado pelos metais preciosos. Walt Disney tomba 6%
As bolsas norte-americanas arrancaram a primeira sessão da semana com perdas, numa altura em que os investidores estão a reagir à queda das cotações dos metais preciosos, bem como ainda digerem a nomeação de Kevin Warsh para a sucessão de Jerome Powell como presidente da Reserva Federal dos EUA.
"Há um efeito cascata [referindo-se à queda nos preços dos metais] nas ações, mas estamos a assistir a uma espécie de mudança de mentalidade em relação a onde os investidores em ações estão a procurar referências", disse Jim Baird, diretor de investimentos da Plante Moran Financial Advisors.
Neste contexto, o S&P 500 cede 0,24% para 6.922,18 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cai 0,23% para 23.406,96 pontos. Já o industrial Dow Jones está praticamente inalterado nos 48.899,97 pontos.
"A movimentação dos preços das commodities tem mais a ver com a eliminação de posições de investidores fracos ou alavancados do que com uma mudança na história fundamental", disse Darrell Cronk, do Wells Fargo, à Bloomberg. "É um mercado para ficar de olho em vulnerabilidades e extremos", acrescentou.
Entre os principais movimentos de mercado, a Walt Disney tomba mais de 6% após ter apresentado resultados trimestrais, que não impressionaram o mercado. A gigante de entretenimento viu os lucros caírem 6% para 2.402 milhões de dólares (2.027 milhões de euros) no primeiro trimestre fiscal (outubro a dezembro de 2025).
Já a Tyson Foods divulgou resultados do primeiro trimestre que superaram ligeiramente as estimativas dos analistas, levando a empresa a subir esta tarde cerca de 1%.
Esta semana será marcada por resultados empresariais trimestrais importantes, como os da Alphabet esta quarta-feira, bem como dados económicos que servirão para avaliar a economia norte-americana. A Palantir Technologies divulga os resultados após o fecho do mercado, subindo atualmente mais de 1,5%.
Índice da bolsa espanhola ultrapassa os 18.000 pontos
O índice da bolsa espanhola IBEX 35 ultrapassou esta segunda-feira pela primeira vez desde que foi criado o nível de 18.000 pontos, depois de na sexta-feira ter terminado em 17.880,90 pontos.
Cerca das 13:00 horas em Lisboa, o IBEX 35 avançava 0,94% para 18.051,70 pontos, impulsionado pelas subidas das ações da IAG, ArcelorMittal, Mapfre, Inditex e Amadeus.
Desde o início do ano, o IBEX 35 subiu 4,3%.
A bolsa espanhola destaca-se em relação às europeias, que registam subidas muito mais moderadas: de 0,55% para Milão e Frankfurt, e de 0,36% para Londres e Paris. Entretanto, o Euro Stoxx50 sobe 0,19%.
Bitcoin próxima de apagar ganhos conseguidos após administração Trump
A eleição de Donald Trump como Presidente dos EUA prometia novos horizontes para a bitcoin, mas, passado pouco mais de um ano após a tomada de posse do republicano, a criptomoeda mais famosa do mundo está perto de apagar os ganhos conquistados durante a nova administração norte-americana. Pressionada pelo nervosismo que se sente neste momento nos mercados, a bitcoin caiu para mínimos de dez meses na madrugada desta segunda-feira, abaixo da barreira psicológica dos 75 mil dólares.
Entretanto, a criptomoeda conseguiu reverter a tendência de negociação, ao avançar 0,82% para 77.533,33 dólares, depois de ter chegado a tocar nos 74.541 dólares - o valor mais baixo desde que Trump decidiu apresentar a sua nova política comercial, no infame "dia da libertação". Estes movimentos seguem-se a um janeiro particularmente penoso para a bitcoin, que viu o seu valor afundar quase 11%, marcando o quarto mês consecutivo de perdas - a pior série desde 2018.
Desde que atingiu máximos históricos em meados de outubro, acima dos 126 mil dólares, a bitcoin já desvalorizou cerca de 40%. “O sentimento subjacente continua pessimista no curto prazo. As criptomoedas estão a acompanhar os mercados de ativos em geral e não a mover-se de forma isolada”, explica Damien Loh, diretor de investimentos da Ericsenz Capital, à Blooomberg, antecipando que a moeda digital negoceie entre os 70 mil e os 90 mil dólares nos próximos meses.
Tal como o ouro e os restantes metais preciosos, a bitcoin está ainda a ser pressionada por um reforço da posição do dólar. A divisa norte-americana andava a perder força nas últimas semanas, tendo atingido mínimos de mais de quatro anos contra um cabaz das suas principais rivais, mas a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente da Reserva Federal (Fed) deu nova vida à moeda. Apesar de advogar por uma redução nas taxas de juro, Warsh era o candidato mais "hawkish" da "shortlist" preparada pela Casa Branca para a corrida à liderança do banco central.
Tecnológicas e mineiras atiram Europa para o vermelho
As principais praças europeias arrancaram a primeira sessão de fevereiro maioritariamente no vermelho, com Madrid e Frankfurt a escaparem às perdas, num dia marcado pelas quedas acentuadas no preço dos metais preciosos, que estão a pesar sobre as ações das empresas do setor mineiro. Também as tecnológicas enfrentam turbulência, após o Wall Street Journal ter noticiado que o acordo para a Nvidia investir 100 mil milhões de dólares na OpenAI está em risco de se não materializar na totalidade.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,23% para 609,58 pontos, mantendo-se no intervalo limitado em que tem negociado nas últimas semanas. Os investidores continuam à procura de novos catalisadores para levar o principal índice do Velho Continente a quebrar os máximos históricos atingidos em meados de janeiro, mas uma época de resultados aquém das expectativas e o nervosismo que se sente nos mercados tem impedido o Stoxx 600 de ganhar terreno.
Com os metais preciosos a entrarem no segundo dia consecutivo de grandes quedas, as mineiras estão a exercer a maior pressão sobre o "benchmark" europeu: a britânica AngloAmerican cai quase 4% esta manhã, com a BHP Billiton e a Rio Tinto a acompanharem a empresa nas perdas, com recuos de 2,27% e 1,04%, respetivamente. Também as energéticas estão a agravar as perdas do Stoxx 600, num dia em que os preços do petróleo desvalorizam mais de 5%, após Donald Trump ter decidido dar um passo atrás nas suas ameaças ao Irão.
"Os mercados europeus vão enfrentar um dia e uma semana difíceis", explica Joachim Klement, diretor de estratégia da Panmure Liberum, à Bloomberg. "Antecipamos que, à medida que as chamadas de margens [quando uma corretora solicita fundos adicionais para cobrir a desvalorização de certos ativos] precisam de ser respondidas, a pressão de venda se espalhe para o mercado acionista em geral", acrescenta.
Entre as principais movimentações de mercado, a Airbus cai 0,36% para 192,70 euros, depois de o Jefferies ter revisto em baixa a recomendação da fabricante de aeronaves devido à forte valorização do euro.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,03% e o espanhol IBEX 35 avança 0,30%. O italiano FTSEMIB desvaloriza 0,02%, o francês CAC-40 recua 0,23%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,23% e o neerlandês AEX desliza 0,89%.
Juros agravam-se na Zona Euro mas com movimentações reduzidas. Reino Unido destoa
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a sessão desta segunda-feira com ligeiros agravamentos, num dia em que as principais praças da região também negoceiam em território negativo e o mercado dos metais preciosos continua em modo "sell-off".
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a região, acelera 0,6 pontos-base para 2,847%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade ganham 1,2 pontos-base para 3,436%. Por Itália, e apesar de a Standard & Poor's até ter revisto em alta o "outlook" do país para "positivo", os juros das obrigações a dez anos saltam 0,8 pontos para 3,462%.
Pela Península Ibérica, a "yield" da dívida portuguesa na maturidade de referência agrava-se em 0,6 pontos-base para 3,199% e aproxima-se dos juros das obrigações espanholas a dez anos, que sobem apenas 0,5 pontos para 3,214%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas a dez anos contrariam a tendência, ao cederem 1,7 pontos-base para 4,503%, isto depois de a confianças das empresas na economia do Reino Unido ter atingido o valor mais elevado em oito meses.
Recuperação do dólar pressiona ainda mais os metais preciosos
O dólar continua o processo de recuperação face a outras divisas, depois de nas últimas duas semanas ter vivido uma fase marcada por alguma turbulência. A "nota verde" chegou a registar uma queda pronunciada quando o Presidente dos EUA disse que a divisa estava a comportar-se "lindamente" no mercado cambial, numa fase de queda, o que só pressionou ainda mais a moeda americana.
Uma intervenção pública do secretário do Tesouro, Scott Bessent, e já no final da semana passada a confirmação de Kevin Warsh à frente da Fed ajudaram o dólar a recuperar parte do terreno perdido.
Já nesta segunda-feira, o efeito parece prolongar-se, com o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,15% para 97,1370 pontos.
A subida do dólar acontece também numa altura em que os mercados estão a ser abalados por uma derrocada no preço dos metais preciosos. Tipicamente, um dólar mais forte pressiona a negociação dos metais preciosos, que ficam mais caros para investidores que usam outras divisas.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,05% para 1,1857 dólares e a libra também segue a avançar 0,05% para 1,3693 dólares. O dólar avança 0,09% para 0,7737 francos suíços. O dólar recupera 0,11% face à divisa japonesa, para 154,95 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro cai 0,03% para 0,8660 libras e avança 0,16% para 183,73 ienes.
Mais lidas
O Negócios recomenda