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Casas para comunidades ciganas: família Amorim cedeu terrenos, Gaia vai investir 3,8 milhões

A Câmara de Gaia vai avançar com a empreitada de reabilitação dos edifícios da antiga Fábrica de Madeiras da Feiteira, que darão lugar a 34 apartamentos destinados a comunidades ciganas que atualmente vivem em barracas nas margens da autoestrada A1, em Grijó.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2021 às 21:18
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"É uma questão com décadas. São famílias que vivem em muito más condições. A família Amorim facilitou muito o processo e olhou para esta questão com uma lógica de bem público", afirmava o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, em agosto do ano passado.

 

Em causa estava a cedência de um terreno na Feiteira, em Grijó, que iria servir para construir blocos residenciais para acolher as famílias que atualmente vivem ali perto - na zona onde irá nascer um novo acesso à autoestrada A1 -, as quais são "maioritariamente ciganas", contou o autarca.

 

Eduardo Vítor Rodrigues garantia, na altura, que o lançamento do concurso para a construção dos blocos de habitação, com um custo estimado de dois milhões de euros, deveria ocorrer em setembro e as famílias seriam realojadas em 2021.

 

Mas só na próxima segunda-feira, 22 de fevereiro, é que o executivo deverá aprovar o lançamento do concurso público, sendo que orçamento da empreitada está agora estimado em 3,8 milhões de euros, com a cabimentação plurianual a dividir-se por 600 mil euros em 2021 e 3,2 milhões de euros no próximo ano.

 

De acordo com o processo em questão, a que o Negócios teve acesso, esta empreitada visa a intervenção na área da antiga unidade industrial Fábrica de Madeiras da Feiteira, que se encontra em estado de abandono, com a reconversão do espaço para habitação possibilitando a integração de comunidades ciganas atualmente distribuídas por três núcleos de construção precária - leia-se barracas -, dispersas pela União de freguesias de Grijó e Sermonde, em Vila Nova de Gaia.

 

O projeto incorpora a edificação de três blocos de habitação multifamiliar, sendo o bloco 1 composto por três edifícios interligados por uma galeria exterior de circulação, o bloco 2 por um único edifício e o bloco 3 por dois edifícios igualmente interligados por uma galeria.

Por tipologia, os edifícios de habitação englobam 12 T2, 16 T3 e seis T4, totalizando 34 apartamentos.

 

Complementarmente à construção dos edifícios de habitação, prevê-se a reconversão de dois edifícios interligados, que se implantam à face da Rua da Feiteira, para incorporar uma área de apoio social, com gabinetes de atendimento, sala de reuniões, copa e instalação sanitária, assim como de um espaço multiusos, "onde se poderão realizar atividades diversas, trabalhando a integração social destas comunidades de uma forma mais cuidada e capaz, podendo abrir este espaço para utilização da comunidade em geral", explica a Câmara de Gaia.

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