Prejuízos da Kristin podem chegar aos seis mil milhões de euros, diz Paulo Fernandes
O presidente da estrutura de missão "Reconstruir a Região Centro", Paulo Fernandes, acredita que os prejuízos da tempestade Kristin podem chegar aos seis mil milhões de euros, avança esta sexta-feira numa entrevista ao Público e à Renascença. "Falar de 5.000 a 6.000 milhões [de euros de prejuízos] não é nada que não esteja dentro do espetro deste desastre ambiental, social, económico, infraestrutural e, no limite, nacional", refere.
O antigo autarca do Fundão, nomeado pelo Governo para coordenar a resposta no terreno ao mau tempo, receia que mais de metade das empresas tenham registado danos. Paulo Fernandes lembra que os 68 municípios abrangidos pelo estado de calamidade têm "168 mil empresas" e "nos 10 mais afetados estão mais de 50 mil empresas". "A probabilidade de termos mais de metade das empresas com danos é muitíssimo alta. É uma percentagem desoladora", diz.
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Paulo Fernandes reconhece ainda que o balanço feito pela estrutura de missão ao número de famílias desalojadas pode vir a aumentar. Para já, estima-se que 72 famílias estejam deslocadas e 103 desalojadas, num total de 175 casas inabitáveis. "Eu diria que o número dos deslocados é muito infra, creio que vão ser mais. O número total de cerca de 170 habitações que possam estar nessa categoria também me parece muito baixo para aquilo que é o universo das casas afetadas", adverte, assegurando que está a ser desenhada uma medida para responder a situações em que as habitações ficaram totalmente destruídas.
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