Afinal economia cresceu menos no final de 2020. INE revela subida de apenas 0,2%
O INE confirmou esta sexta-feira a recessão histórica da economia portuguesa de 7,6% em 2020. Mas para o final do ano as contas foram revistas. A atividade económica foi melhor no verão e mais fraca do que o inicialmente estimado no último trimestre.
Afinal, o fim do ano passado foi menos dinâmico do que o inicialmente estimado. A economia portuguesa terminou 2020 com um crescimento de 0,2% face aos três meses anteriores, em vez de ter avançado 0,4%. Os dados foram revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística e confirmam, ainda assim, a recessão anual de 7,6% em 2020.
O fecho de 2020 não foi tão dinâmico como se esperava. Apesar da ajuda que é sempre dada pelo Natal, e até do alívio do desconfinamento decidido para as semanas das festividades, a economia nacional cresceu metade do que se chegou a admitir nos últimos três meses do ano, face ao período entre julho e setembro.
Segundo o INE, o crescimento do quarto trimestre de 2020 em cadeia "resultou do contributo positivo da procura interna, uma vez que o contributo da procura externa foi aproximadamente nulo".
Quando comparado com o quarto trimestre de 2019, a contração foi também mais profunda do que indicava a estimativa rápida publicada no início deste mês: a queda foi de 6,1% em vez dos 5,9% inicialmente reportados pelo organismo de estatística. A alteração das taxas de variação foi influenciada pela revisão dos dados de todos os trimestres de 2019, devido à incorporação de informação nova, explica o INE. Afinal, a dinâmica de 2019 foi mais forte.
Economia encolheu quatro anos
A recessão vivida em 2020 foi a mais profunda da democracia portuguesa. O PIB encolheu 7,6% em termos reais, fortemente prejudicado pela pandemia de covid-19. O nível da atividade económica recuou para valores anteriores a 2017 – ficou ligeiramente acima do verificado em 2016.
O INE explica que a procura interna contraiu de forma muito significativa: o consumo das famílias encolheu 5,9% e o investimento recuou 4,9%. A redução das compras das famílias foi a mais acentuada desde o início da atual série estatística (1995), sublinha o INE.
Do lado da procura externa o contributo foi negativo em termos líquidos (-3 pontos percentuais). As exportações afundaram 18,6%, destacando-se a quebra a pique das vendas de serviços ao exterior, e as importações contraíram 12%. As exportações de serviços foram fortemente prejudicadas pela pandemia, já que as medidas de confinamento comprometeram fortemente o turismo e a restauração.
(Notícia atualizada às 12:45 com mais informação)