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Barómetro CIP/ISEG vê convergência com a UE em risco de estagnar

Economia deverá ter crescido no final de 2025 a um ritmo inferior ao terceiro trimestre, com moderação do contributo da procura interna. Estimativa para o conjunto do ano passado aponta para uma expansão da atividade de 1,9%.

Consumo das famílias tem sido um dos pilares do crescimento da economia.
Consumo das famílias tem sido um dos pilares do crescimento da economia. Nuno Alfarrobinha
26 de Janeiro de 2026 às 11:45

A atividade económica terá mantido um perfil de crescimento no quarto trimestre do ano passado, mas desacelerou face ao período do verão, com o barómetro CIP/ISEG a apontar para uma expansão da atividade de 1,9% no conjunto de 2025. A confirmar-se este valor, a Confederação Empresarial diz que é um sinal para “acender as luzes de alerta”.

“O desempenho da economia portuguesa está a enfraquecer para um ritmo inferior ao dos anos anteriores à pandemia”, afirma Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, citado em comunicado, alertando para “o risco de estagnar o processo de convergência com a União Europeia que estava a ser alcançado nos últimos anos”. 

De acordo com os dados disponíveis para o último trimestre de 2025, a previsão da CIP/ISEG aponta para um “crescimento do PIB em cadeia de 0,7%, o que corresponde, em termos homólogos, a um crescimento de 1,9%.” Assim, estes valores, refere, “traduzem a perspetiva de um ligeiro abrandamento do ritmo de crescimento da economia face ao 3.º trimestre e uma moderação mais expressiva, mas esperada, por comparação com o 4.º trimestre de 2024.”

A justificar este abrandamento, o barómetro divulgado nesta segunda-feira, 26 de janeiro, aponta para uma “moderação do contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB e a possível estabilização do contributo da procura externa líquida, refletindo simultaneamente um menor crescimento de importações e exportações.”

No consumo privado, que tem sustentado a evolução do PIB, o barómetro da CIP/ISEG sinaliza a manutenção da “dinâmica recente, sustentado no desempenho muito positivo do mercado de trabalho, de custos de financiamento moderados e do impacto das medidas orçamentais no rendimento disponível das famílias.”

No mercado de trabalho, que tem mantido níveis de emprego recorde, “os dados (provisórios) referentes a novembro mantêm a tendência de quebra da taxa de desemprego e de subutilização do trabalho.”

Quanto ao investimento, “admite-se um reforço do ritmo de crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF), beneficiando da aproximação das metas para definição e alocação dos fundos previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, que termina em agosto deste ano.

O diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, sublinha, por outro lado, que “para relançar de forma sustentada a atividade económica, é preciso alterar o padrão de crescimento, com um maior contributo do investimento e das exportações e uma dependência menor do crescimento do consumo”.

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