Irão terá submarinos ocultos no estreito de Ormuz. Plano de segurança da China agrada a Teerão
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Teerão apoia plano da China para segurança no golfo Pérsico
O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou esta segunda-feira o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.
“A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objetivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli.
A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 6 de maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”.
O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de abril.
A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região.
O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”.
A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de fevereiro.
Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas.
O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.
Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.
Irão terá submarinos ocultos no estreito de Ormuz
O Irão terá submarinos ocultos a patrulhar o estreito de Ormuz, segundo uma informação avançada pela agência de notícias Tasnim e citada pela agência de notícias Bloomberg.
Os submarinos, apelidados de Ghadir, têm a capacidade para operar junto ao fundo do mar, o que lhes garante melhores capacidades de ocultação a radares de outras embarcações.
Ainda de acordo com a agência Tasnim, estes submarinos estão equipados com mísseis que podem ser disparados contra embarcações à superfície.
Esta é a primeira vez que é referida a existência de submarinos iranianos no estreito de Ormuz desde o início do conflito no Médio Oriente. A informação é também publicada um dia depois de os EUA terem recusado as propostas iranianas para um acordo de cessar-fogo.
AIE prevê transformação irreversível do mercado energético
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a crise decorrente do encerramento do estreito de Ormuz vai transformar de forma irreversível o mercado energético mundial, impulsionando o desenvolvimento dos transportes elétricos e da energia nuclear.
"É demasiado cedo para determinar todas as reações a longo prazo, mas espero que os carros elétricos recebam um grande impulso", afirmou Fatih Birol numa conferência de imprensa em Viena, durante a apresentação do relatório da AIE sobre o setor energético, na Áustria.
O diretor da agência internacional sublinhou a gravidade da crise desencadeada pelo conflito com o Irão, iniciado a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, e o subsequente bloqueio de Ormuz, por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo comercializado no planeta.
De acordo com estimativas da AIE, a perda na oferta mundial de crude atinge os 14 milhões de barris por dia, cerca de 13,5% da média do consumo mundial prevista pela agência para este ano.
Apesar do cessar-fogo em vigor, o especialista alertou que o mercado já sofreu danos irreversíveis nesta crise.
"Veremos anos de volatilidade nos mercados do petróleo e do gás. O dano já está feito", afirmou Fatih Birol.
Segundo o responsável, muitos países deverão adotar "respostas estratégicas" para reduzir a dependência das importações provenientes de zonas de alto risco geopolítico, dando prioridade à produção interna, uma vez que a crise evidenciou a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento.
Comércio de fertilizantes em abril foi o mais baixo desde 2019
O mês de abril registou o volume mais baixo de comércio de fertilizantes desde janeiro de 2019, uma quebra "histórica" no comércio global devido ao encerramento do estreito de Ormuz, segundo dados do novo instrumento de monitorização da OCDE.
De acordo com a informação apresentada esta segunda-feira numa conferência pelo especialista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) responsável pela implementação da ferramenta, Graham Pilgrim, o mês de abril registou o volume mais baixo de comércio de fertilizantes desde janeiro de 2019, início da série estatística utilizada.
Graham Pilgrim sublinhou que cerca de 30% dos fertilizantes consumidos a nível mundial passam pelo estreito de Ormuz, onde se localizam instalações portuárias especializadas em países como o Qatar, o Bahrein, a Arábia Saudita e o Irão, com um total de 18 cais identificados.
Os principais destinos destas matérias-primas são o Brasil, os Estados Unidos, a China e a Índia.
O bloqueio da passagem estratégica, no contexto da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, tem também afetado o transporte de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL), que representa cerca de um quinto do fluxo global que atravessa o estreito.
Segundo os dados da OCDE, existem atualmente 828 navios com carga proveniente de portos do Golfo Pérsico que ainda não chegaram ao destino, o equivalente a 1,8% da capacidade mundial de transporte marítimo.
São perdidos 14 milhões de barris de petróleo por dia devido à guerra, revela AIE
O volume de petróleo que deixou de ser fornecido devido à guerra no Irão atinge os 14 milhões de barris por dia, afirmou esta segunda-feira o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
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Índia pede aos cidadãos corte no consumo de combustível e que não comprem ouro
O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou esta segunda-feira a imprensa internacional.
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