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Confiança dos consumidores aumenta em janeiro. Indicador de clima económico recua

O indicador de confiança dos consumidores em Portugal aumentou neste início do ano, em parte devido às expectativas ligadas à situação económica do país e à situação financeira das famílias. Já o indicador de clima económico diminuiu em janeiro.

Na CGA a desistência só é possível durante o período de reflexão. Na Segurança Social é possível desistir do pedido e voltar a apresentá-lo em 2022.
Bruno Simão
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 28 de Janeiro de 2022 às 09:41
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O indicador de confiança dos consumidores aumentou no início do ano, depois de ter estabilizado em dezembro, após dois meses consecutivos de quedas. A informação relativa a janeiro foi divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no inquérito de conjuntura às empresas e aos consumidores. 


De acordo com estes dados, a evolução da confiança dos consumidores resultou "do contributo positivo das expectativas relativas à evolução futura da realização de compras importantes, da situação económica do país e da situação financeira do agregado familiar". Já as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar contribuíram de forma negativa para a evolução deste indicador, diz o INE. 

Ainda assim, o indicador de confiança dos consumidores continuou a ser negativo em janeiro, de -17,7, que compara  com os -19,2 de dezembro de 2021.

Já o indicador de clima económico diminuiu para 1,9 em janeiro, face aos 2 de dezembro, com o INE a notar o "comportamento irregular" que este indicador tem registado desde julho. Os indicadores de confiança recuaram em janeiro na indústria transformadora e nos serviços (de -0,7 para 1,6 e de 14,5 para 3, respetivamente); em sentido contrário, aumentaram na construção e obras públicas (uma subida de -4,7 para -3) e no comércio (de 3,7 para 4,7).

No caso do indicador de confiança da indústria transformadora, este recuo é justificado pelo "contributo negativo das opiniões sobre a evolução da procura global e das expectativas de produção, mais intenso no segundo caso, tendo as apreciações relativas aos stocks de produtos acabados contribuído positivamente". 

Já na construção e obras públicas, o indicador de confiança prolongou a tendência crescente que é observada desde maio de 2020, atingido em janeiro o valor máximo desde dezembro de 2001, refere o INE. A evolução reflete "contributo positivo de ambas as componentes, apreciações sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego". O indicador de confiança aumentou nas divisões da promoção imobiliária e construção de edifícios e de engenharia civil, enquanto recuou na divisão de atividades especializadas de construção.

No comércio, onde foi verificado um aumento do indicador em janeiro, a evolução resultou do "contributo positivo das perspetivas de atividade da empresa, e das apreciações sobre o volume de stocks, tendo as opiniões sobre o volume de vendas contribuído negativamente." Em janeiro, o indicador de confiança aumentou no comércio por grosso e estabilizou no comércio a retalho, refere o INE. 

No que diz respeito aos serviços, onde é registada uma diminuição, que interrompeu o perfil "ascendente iniciado em junho de 2020", mês de reabertura após o primeiro confinamento, o INE refere o "contributo negativo das opiniões sobre a evolução da carteira de encomendas e das apreciações sobre a atividade da empresa". 

Este indicador de confiança diminuiu em sete das oito secções dos serviços, principalmente nas atividades de transporte e armazenagem e também no alojamento, restauração e similares.

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