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Endividamento da economia baixa de recorde mas já está em 360% do PIB

O endividamento da economia portuguesa agravou-se para 360% do PIB, o que compara com 340,8% em março e representa o valor mais elevado em dois anos. Olhando apenas para junho o endividamento baixou mais de 5 mil milhões de euros.

A pandemia está a ter um forte impacto no emprego e nas remunerações do setor privado. No público, as mudanças são poucas para já.
Paulo Calado
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 20 de Agosto de 2020 às 10:55
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O endividamento do setor não financeiro desceu mais de 5 mil milhões de euros em junho, aliviando do recorde fixado no mês anterior e de cinco meses seguidos a subir.

Segundo os dados do Banco de Portugal, o endividamento da economia portuguesa atingiu 735,4 mil milhões de euros em junho, o que compara com o máximo histórico de 740 mil milhões de maio.


Apesar deste alívio, o endividamento da economia portuguesa agravou-se para 360% do PIB, o que compara com 340,8% em março. Um aumento que traduz sobretudo a contração da economia portuguesa e que coloca o rácio em níveis de 2018, anulando assim as quedas registadas nos trimestres pré-pandemia. Mas reflete também o agravamento entre março e junho, que foi de mais de 12 mil milhões de euros.


Tendo em conta todo o primeiro semestre, o endividamento do setor não financeiro aumentou 16,7 mil milhões de euros, revelam os dados hoje publicados pelo Banco de Portugal.

Deste agravamento, 10,1 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento do setor público e 6,6 mil milhões de euros são da responsabilidade do endividamento do setor privado. As necessidades de financiamento do Estado português aumentaram devido à pandemia, levando o IGCP a efetuar mais emissões de dívida e de valores mais elevados.

O endividamento das administrações públicas baixou mais de 6 mil milhões de euros em junho face ao mês anterior, mas o peso no PIB saltou de 148,4% em março para 156,9% em junho (o peso no PIB só está disponível nos meses de fim de trimestre).

"O incremento do endividamento do setor público refletiu-se, sobretudo, no crescimento do endividamento face ao setor financeiro (8,7 mil milhões de euros) e face ao setor não residente (1,3 mil milhões de euros)", refere o Banco de Portugal. 

Já o endividamento das empresas privadas estabilizou em junho face ao mês anterior, mas o peso no PIB agravou-se mais de 8 pontos percentuais durante o segundo trimestre para 131,2%.

No que diz respeito ao endividamento das famílias, agravou-se pouco mais de 200 milhões de euros em junho, situando-se agora em 68,6% do PIB.

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