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Endividamento da economia bate novo máximo histórico nos 736,6 mil milhões em agosto

O endividamento do setor não financeiro voltou a agravar-se pelo segundo mês consecutivo, de acordo com o Banco de Portugal. Ainda assim, verificou-se uma redução no setor privado, mais do que compensada pela subida no público.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 20 de Outubro de 2020 às 11:08
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O endividamento do setor não financeiro da economia portuguesa - que engloba empresas, famílias e Estado - subiu pelo segundo mês consecutivo em agosto para os 736,6 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico, segundo os dados revelados hoje pelo Banco de Portugal

Relativamente a julho de 2020, o endividamento do setor não financeiro aumentou 1,7 mil milhões de euros.

Do montante total, 334,4 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento no setor público, num bolo onde se encaixam as administrações e as empresas públicas, uma subida superior aos 2 mil milhões de euros face ao mês anterior. Agosto foi o mês em que este setor registou também um máximo histórico, neste campo, e o segundo consecutivo a registar aumentos, depois de um alívio em junho.

Apesar dos recordes registados, o endividamento do setor privado diminuiu 585 milhões de euros, entre julho e agosto, para os 402,146 mil milhões de euros. 

Neste campo, é de salientar a redução registada nas grandes empresas de 161 milhões de euros, em termos mensais. Ainda assim, são as microempresas (a grande maioria) e as médias empresas as mais prejudicadas, neste segmento, durante a pandemia. No mês em análise envididaram-se mais 481 milhões e 61 milhões de euros, respetivamente. 

De acordo com o Banco de Portugal, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 2,4%, menos 0,4 pontos percentuais do que o verificado no mês anterior. Nos particulares, essa taxa aumentou 0,2 pontos percentuais para 0,8%.

A instituição fez uma atualização à sua série do último meio ano, uma vez que o valor agora atingido já tinha sido superado - o que se deixou de verificar com as mais recentes alterações. No primeiro trimestre, o endividamento da economia portuguesa em percentagem do PIB (produto interno bruto) foi de 338%, tendo aumentado para os 354,2% do PIB no segundo trimestre.
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