Conjuntura Índice de confiança na Zona Euro cresceu em Abril para máximos de 10 anos

Índice de confiança na Zona Euro cresceu em Abril para máximos de 10 anos

Um relatório da Comissão Europeia mostra que um índice que mede a confiança dos consumidores e das empresas na Zona Euro avançou em Abril para o nível mais elevado desde Agosto de 2007, um máximo de quase 10 anos.
Índice de confiança na Zona Euro cresceu em Abril para máximos de 10 anos
Reuters
David Santiago 27 de abril de 2017 às 13:16

A confiança dos países da Zona Euro aumentou em Abril para um máximo de praticamente 10 anos. Um relatório divulgado esta quinta-feira, 27 de Abril, pela Comissão Europeia mostra que o índice que mede a evolução da confiança dos empresários e dos consumidores avançou de 108 pontos em Março para 109,6 pontos em Abril.

 

Esta evolução permitiu ao índice registar um máximo de Agosto de 2007 e superou as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg que antecipavam um valor de 108,2 pontos.

 

O documento publicado pela Comissão Europeia mostra uma melhoria na generalidade dos sectores, com o sector industrial a beneficiar do aumento das encomendas, e a confiança dos consumidores estimulada por um maior optimismo relativamente à criação de emprego e à evolução económica.

 

Também na Alemanha, a maior economia do bloco do euro, o índice de confiança do consumidor medido pelo indicador do centro de estudos GfK apresenta melhorias, tendo crescido em Maio para 10,2 pontos relativamente aos 9,8 pontos registados em Abril. E em França, a segunda maior economia da Zona Euro, a confiança da indústria avançou em Abril para o nível mais alto em seis anos.

 

Estes dados parecem confirmar a tendência de maior robustez da Zona Euro, numa altura em que o crescimento económico aumenta o ritmo e em que a incerteza parece agora menor depois da vitória do centro-direita nas legislativas holandesas e da vitória do centrista Emmanuel Macron na primeira volta das presidenciais gaulesas.

 

Esta realidade poderá levar o Banco Central Europeu a proceder a mudanças na política monetária expansionista em curso, já que após quatro anos sem conseguir alcança a meta em torno de 2% de inflação, esta taxa está agora bem acima de 1%. Esta quinta-feira, a instituição liderada por Mario Draghi irá precisamente anunciar a sua posição sobre política monetária.

 

A agência Reuters escreve que Draghi poderá sinalizar já a intenção de em Junho, mediante a continuação de um clima económico favorável, reduzir o programa de estímulos económicos.

 

No entanto, um conjunto de analistas consultados por esta agência noticiosa considera que o presidente do BCE deverá aludir à ainda baixa inflação, ao ainda moderado crescimento dos salários e à incerteza para sustentar que reduzir os estímulos nesta altura poderá colocar em causa os esforços levados a cabo pela autoridade monetária europeia nos últimos anos.




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