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Ritmo de recuperação da economia portuguesa abranda, diz OCDE

Indicador que deteta momentos de viragem nos ciclos económicos aponta para um uma recuperação estável em agosto, mas mais branda do que nos meses anteriores.

Mais de 80% dos portugueses defende que a União Europeia deve ter mais valências para lidar com a crise.
Vítor Mota
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 14 de Setembro de 2021 às 15:04
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A economia portuguesa continua a recuperar da queda provocada pela pandemia, mas o ritmo abrandou em agosto, segundo o indicador compósito avançado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado esta terça-feira, 14 de setembro.

O indicador ajustado (CLI, na sigla inglesa), apresentou uma variação de 0,02% em termos mensais, face a julho. Comparando com o mesmo mês do ano passado, a variação foi de 3,53%, para um valor de 98,47 pontos. Ou seja, os valores indicam uma fase de recuperação estável da atividade económica.

No mês de julho, o CLI apresentou uma variação mensal de 0,04% e homóloga de 4,28%. Agosto sinaliza, assim um ligeiro abrandamento.

Mas também no conjunto das 33 economias analisadas, o ritmo de recuperação moderou em agosto, no Canadá, na zona euro como um todo (incluindo a Alemanha e a Itália) e no Reino Unido.

Em França, o indicador compósito avançado aponta para uma moderação no ritmo de crescimento e permanece abaixo dos níveis da tendência. Em contraste, os indicadores para os Estados Unidos e o Japão apontam agora para um crescimento estável acima dos níveis da tendência.

Entre as principais economias emergentes, os indicadores compósitos para a Rússia e China apontam para um aumento constante do crescimento acima dos níveis da tendência.

O indicador para a Índia permanece abaixo da tendência, mas continua a assinalar um crescimento estável, enquanto no Brasil o indicador continua a antecipar um abrandamento do crescimento acima do nível de tendência.

A OCDE avisa que, apesar do progresso nas campanhas de vacinação e do levantamento das restrições, as incertezas persistentes podem resultar em flutuações mais elevadas do que o habitual nos indicadores e nos componentes dos mesmos. A organização sediada em Paris alerta para o cuidado na interpretação dos dados que não devem ser lidos como uma medida do grau de crescimento da atividade económica.

Com Lusa

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