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Banco de Portugal otimista com fim das moratórias

O aumento dos depósitos bancários e a retoma da economia deverão servir de almofada e amortecer uma parte importante dos efeitos do fim das moratórias, que se inicia no final deste mês, acredita o banco central.

MANUEL DE ALMEIDA
Negócios jng@negocios.pt 14 de Setembro de 2021 às 09:03
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Desde o início da crise que tem vindo a aumentar o valor dos depósitos bancários acumulados por particulares e empresas e entre Fevereiro de 2020 e Julho de 2021, os dos particulares cresceram 19.595 milhões de euros, ou 11,5%, e os depósitos das empresas aumentaram 12.899 milhões de euros, ou 23,2%.

Os dados estão esta terça-feira no Público e, segundo o jornal, são uma das razões que levam o Banco de Portugal a olhar com otimismo para o momento do fim das moratórias bancárias, que começa a acontecer ainda este mês de setembro. 


As expetativas do Banco Central são as de um processo de retirada deste mecanismo mais pacífico do que aquele que chegou a ser temido em fases mais iniciais da crise, avança a notícia. 


Famílias e empresas acabaram por aproveitar o período da pandemia para aumentar as suas poupanças, aproveitando os apoios do Estado, por um lado, e as condições mais favoráveis de financiamento, no outro. Com a ajuda da retoma da economia, estas almofadas poderão dar o apoio de que as empresas e os particulares possam vir a precisar quando for preciso começar a pagar de novo as prestações aos bancos. Ou parte delas, pelo menos.


No final de Julho, lembra o Público, o montante global de empréstimos em moratória ascendia a 36,8 mil milhões de euros, tendo as empresas a maior fatia, com 21,8 mil milhões de euros. Os setores mais afetados pela pandemia contam com créditos em moratória de 8400 milhões de euros.

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