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3.669 novos casos de Covid e 21 mortos. Costa não exclui mais medidas

Os dados da DGS revelam mais 3.669 novas infeções por covid-19 no país. Morreram mais 21 pessoas e o número de internados em cuidados intensivos não era tão elevado desde Abril. Hoje de manhã, António Costa disse que não se podem excluir novas medidas, “na medida do estritamente necessário”.

Jorge Nuñez/EPA
Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt | Lusa 24 de Outubro de 2020 às 14:31
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O país registou este sábado 3.669 novos casos de infeção por covid-19. Morreram 21 pessoas, elevando para 2.297 o número de óbitos provocados em Portugal pelo novo coronavírus. 1.455 pessoas estão internadas, das quais 221 em cuidados intensivos, o número mais elevado desde 24 de abril.

 

O maior número de novos casos voltou a registar-se na região Norte, que contabilizou mais 2.212 infeções. Em Lisboa e Vale do Tejo há mais 1.027 casos e no Alentejo mais 96. O Algarve somou 54 novos infetados nas últimas 24 horas.

 

No total, há 1.962 pessoas dadas como recuperadas, para um total de 67.842 desde o início da pandemia

 

Costa não exclui mais medidas nem recolhimento obrigatório

Esta manhã, em declarações aos jornalistas à margem de uma conferência da revista Visão sobre sustentabilidade e ambiente, na Estufa Fria, em Lisboa, António Costa avisou que não pode excluir medidas mais drásticas como o recolher obrigatório caso a situação de pandemia se agrave no país.

 

"Não podemos excluir a necessidade de adotar qualquer tipo de medida. Devemos ir adotando as medidas na medida do estritamente necessário", afirmou oprimeiro-ministro.

Dado que, afirmou, o combate à pandemia será "uma longa maratona" de muitos meses, "é preciso gerir o esforço", pelo que há que "ir distribuindo e guardando as medidas para as utilizar nos momentos em que forem estritamente necessárias para evitar o excesso de cansaço".

António Costa foi questionado sobre a avaliação que faz da experiência quanto ao recolher obrigatório decretado em vários países europeus.

Dois dos maiores problemas que Portugal enfrenta nesta segunda vaga da pandemia, acrescentou, é a fadiga com as medidas por parte da população e a alteração na faixa etária, mais baixa, com "casos de menor gravidade", e que tem "diminuído a perceção do risco".

Um dia depois da decisão da Assembleia da República, que aprovou uma lei a tornar obrigatório o uso de máscara na rua, Costa elogiou a "difícil decisão" dos deputados.

"É, obviamente, um incómodo, mas que adotamos para reforçar a consciência de que depende hoje essencial de nós controlar esta pandemia, se não quisermos ter medidas de encerramento mais globais", justificou.

 

(notícia atualizada às 14:50 com mais informação)

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