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A segunda vaga de covid-19 na Europa em dois gráficos

Veja como evoluíram os casos confirmados de covid-19 nos países europeus desde o início da pandemia.

Margarida Peixoto margaridapeixoto@negocios.pt 12 de Setembro de 2020 às 10:00
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Desde meados de julho que o número de infeções por covid-19 começou, progressivamente, a subir na Europa. Olhando para os valores agregados do conjunto dos países da Zona Euro, verifica-se que o número de casos ainda não está ao nível do que aconteceu em março e abril, mas não augura facilidades para a entrada no outono.

 

Em Portugal, a subida dos casos de infeção também se verifica, apesar de a situação estar ainda abaixo dos valores atingidos na primeira vaga. Em cada um dos últimos três dias foram reportados mais de 500 novas infeções em 24 horas, um máximo desde finais de abril.

 

 

O gráfico em cima (que junta dados diários dos 19 países da zona euro) mostra como a Europa já está a enfrentar uma segunda vaga de covid-19, sobretudo devido aos valores elevados registados em países com Espanha e França.

 

A evolução em cada país é mais visível no gráfico em baixo, onde se pode ver a evolução diária dos casos de covid-19 por país.



Recuperação económica incerta

 

Por enquanto, a subida do número de casos ainda não se refletiu num aumento igualmente significativo da mortalidade, mas ninguém sabe o que o inverno trará. Perante a incerteza sobre a pandemia, a atividade económica já se começou a ressentir, sobretudo no setor dos serviços, e a prudência impera.

 

Mesmo que a mortalidade do vírus esteja por agora mais contida, sem uma vacina pronta o aumento dos casos covid reflete-se no andamento da economia. A força da recuperação continua rodeada de incerteza significativa, na medida em que continua muito dependente da evolução da pandemia e do sucesso das medidas de contenção, frisou Christine Lagarde na quinta-feira, após a reunião do BCE.

 

O cenário que aí vem

Ninguém sabe o que o último trimestre deste ano, o inverno, reserva. Mas a cautela está por todo o lado. Segundo a Bloomberg, a escolha das palavras de Lagarde para caracterizar a recuperação económica não foi unânime entre os governadores do BCE. Havia quem defendesse que a presidente deveria ser mais otimista e afirmativa quanto ao ímpeto da retoma, mas venceu a prudência.

Aliás, quando anunciou a melhoria da projeção dos peritos do BCE para a Zona Euro (de uma recessão de 8,7% para 8%), Lagarde fez questão de lembrar que o relatório tem também o cenário mais pessimista, que assume uma incidência maior da pandemia, e afirmou que os riscos são no sentido descendente. No pior cenário, o BCE antecipa uma recessão de 10%.

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