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Alemanha põe Portugal na lista vermelha e proíbe viagens

As autoridades sanitárias da Alemanha consideram que Portugal, assim como a Rússia, são zonas de risco devido à existência de variantes do novo coronavírus, pelo que as viagens para estes dois países passam a ser proibidas a partir de terça-feira, noticia a Reuters.

Negócios jng@negocios.pt 25 de Junho de 2021 às 20:16
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A Alemanha colocou Portugal e a Rússia na lista vermelha, impondo assim fortes restrições às viagens de território germânico para estes dois países, com Berlim a considerar que configuram zonas de risco devido à prevalência de variantes do novo coronavírus. De acordo com a Reuters, a decisão foi anunciada ao início da noite pela entidade de saúde pública alemã, o Instituto Robert Koch.

Segundo escreve a agência noticiosa, a variante Delta da covid-19 é já endémica em Portugal e na Rússia, razão pela qual as autoridades alemãs vão impôr, a partir da próxima terça-feira, fortes restrições às viagens para os dois países. A partir dessa data, os cidadãos que regressem a solo germânico oriundos de Portugal ou da Alemanha ficam obrigando ao cumprimento de períodos de  duas semanas de quarentena.

De acordo com a informação disponibilizada no site do governo federal germânico, é aplicada a proibição de viagens para regiões em que exista uma prevalência de variantes da covid-19, o que significa que empresas de transportes ficam impedidas de transportar pessoas provenientes de tais zonas para solo alemão.  

Para as exceções definidas a esta proibição, o governo alemão impõe um registo digital prévio à entrada no país, a realização obrigatória de teste à covid ou, em alernativa, um comprovativo de imunidade, e ainda o cumprimento de quarentena durante 14 dias. 

Esta sexta-feira, no final do Conselho Europeu que decorreu, nos dois últimos dias, em Bruxelas, o primeiro-ministro português, António Costa, revelou ter conversado com a chanceler alemã e garantiu que Angela Merkel não havia criticado de forma alguma as autoridades nacionais por Portugal ter permitido a realização da final da Liga dos Campeões no Porto, assim abrindo a porta à propagação da inicialmente chamada estirpe indiana. 


"[Merkel] tinha um bocado a ideia que o crescimento da variante Delta poderia estar associado à final da Champions, [mas] verificou, pelos números, que, tendo a final tido lugar no Porto, e estando dois terços desta variante concentrados na região de Lisboa, era muito difícil estabelecer qualquer tipo de ligação". 

No início desta semana, Angela Merkel havia responsabilizado o Governo português pela cada vez mais preocupante presença da variante no país: "temos agora uma situação em Portugal que talvez pudesse ter sido evitada e é por isso que agora temos de trabalhar ainda mais nisto". Já na véspera da cimeira europeia, Merkel disse, no parlamento germânico, que não deixaria de abordar o assunto junto dos seus pares europeus, deixando a ideia de que António Costa e outros líderes ouviriam uma espécie de raspanete por parte da chanceler

A decisão agora tomada pelo governo chefiado por Merkel indicia que a chanceler não terá ficado absolutamente convencida com os argumentos apresentados pelo líder do governo português.

(Notícia atualizada)
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