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Costa avisa que "nível de incidência" da covid-19 "é ainda muito elevado"

Sem falar em desconfinamento, o primeiro-minsitro deixou o alerta que "o nível de incidência é ainda muito elevado, nomeadamente na utilização dos serviços de Saúde" e as "novas variantes são motivo de preocupação".

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2021 às 20:40
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O primeiro-ministro assinalou esta segunda-feira que a tendência de descida da covid-19 em Portugal é "positiva", mas existem ainda preocupações, reforçando assim a mensagem deixada pelo Governo que não é ainda altura para falar em desconfinamento.

 

Numa mensagem deixada na sua conta no Twitter, António Costa não falou de desconfinamento, mas deixou os motivos pelos quais o Governo entende que é ainda cedo para se programar o alívio das restrições.

 

"O nível de incidência é ainda muito elevado, nomeadamente na utilização dos serviços de Saúde" e as "novas variantes são motivo de preocupação", escreveu o primeiro-ministro a propósito da reunião de hoje com especialistas para avaliar o estado da pandemia em Portugal. 

Foi a ministra da Saúde que falou aos jornalistas após a reunião que dá início a mais uma renovação do estado de emergência, sendo que António Costa repetiu a mensagem deixada por Marta Temido.

 

A ministra da Saúde também assinalou a evolução positiva da pandemia, mas avisou que "se se inverter, voltaremos a atingir números que não são compatíveis com o que precisamos de garantir".

 

Questionada pelos jornalistas sobre a possibilidade de avançar com um desconfinamento ainda em março, Marta Temido foi taxativa: "Este ainda não é o momento de falar de tempos e de modos" para desconfinar. 

 

Já há 15 dias, quando anunciou o prolongamento das medidas e numa altura em que a pandemia já dava sinais de melhoria mas estava bem acima do registado atualmente, o primeiro-ministro reforçou que não era a altura de pensar no desconfinamento, mas sim no cumprimentos das medidas restritivas.

 

Partidos pedem planeamento do desconfinamento

 

Após a reunião desta segunda-feira, vários partidos deixaram críticas ao governo por não preparar já o desconfinamento.

 

"Voltamos a um esquema de oito apresentações, quase desenhado para que se perca o essencial da mensagem e parecia uma reunião preparada para não tomar decisões e para evitar discutir o desconfinamento", criticou o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo.

 

Já o CDS-PP pediu ao Governo que indique quais as "linhas vermelhas" definidas para o desconfinamento poder arrancar, e defendeu que "está na hora" de "planear detalhadamente" a reabertura, que deve começar pelas escolas.

 

O Pessoas-Animais-Natureza (PAN) pediu ao Governo que planeie o desconfinamento de forma "eficaz e eficiente", advogando que essa é uma condição para Portugal sair "de forma bem sucedida" da crise sanitária derivada da covid-19.

 

Já o secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje que o confinamento geral obrigatório está a ter resultados e, por isso, deve continuar para que "não se deite por terra" todo o esforço feito até agora.

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