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Governo apresenta plano de desconfinamento a 11 de março

O primeiro-ministro remete para a próxima renovação do estado de emergência o anúncio do plano de desconfinamento do país, que será "gradual" e poderá variar de acordo com as regiões.

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Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2021 às 17:59
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O Governo vai anunciar o plano de desconfinamento do país no próximo dia 11 de março. A garantia foi dada esta sexta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros que aprovou a renovação do estado de emergência. 

De acordo com António Costa, o plano será "gradual", à semelhança do ano passado, e irá abranger "progressivamente sucessivas atividades", devendo ser "guiado por um conjunto de critérios objetivos que permitam ir medindo a evolução da pandemia". O plano será "diferenciado em função dos setores de atividade" e "porventura, em função de localizações", revelou o primeiro-ministro. 


O primeiro-ministro realçou ainda que "é natural" que o desconfinamento comece pelas escolas. "É sabido que o Governo resistiu à necessidade de encerramento das escolas, por termos consciência do custo elevadíssimo que tem para o desenvolvimento da personalidade das crianças e para o seu processo de aprendizagem. É um dos maiores fatores de desigualdade destas medidas, por isso foi a última medida que tomámos", admitiu Costa.


O primeiro-ministro não quis desvendar possíveis datas para o início da reabertura do país, porque "isso depende de um dado essencial, que é saber em que ponto estaremos a 11 de março", e fazê-lo neste momento "é distrair os cidadãos do essencial, que é que temos de nos manter confinados nos próximos 15 dias". 

"Tal como temos feito desde há cerca de um ano, fazemos uma avaliação quinzenal do estado da pandemia. Estamos fortemente empenhados para que nos próximos 15 dias tenhamos mais avanços significativos para nos colocarmos numa situação de segurança que permita fazer outra avaliação do nível de medidas que deve constar no próximo estado de emergência", começou por declarar o primeiro-ministro, ressalvando que partilha "da mesma ansiedade para rapidamente podermos virar a pagina deste estado de confinamento". 

Costa avisou que nesta altura ainda se vive uma fase "perigosa", que passa pela "ilusão de que o pior já está totalmente ultrapassado e não corremos o risco de regredir", alertou. 

"Percebo a ansiedade de todos em ver uma luzinha ao fundo deste confinamento, mas não quero contribuir para criar algum tipo de ilusão. Nos próximos 15 dias é preciso manter tudo como até agora", reforçou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro quis deixar ainda "claro" que desde o início da pandemia tem havido "solidariedade institucional" entre o Governo, o Presidente da República e a Assembleia da República, e que isso tem sido "importante" para que o país "compreenda e respeite" as medidas tomadas. "Não houve até agora nem haverá nenhuma medida que não seja adotada em total consonância entre o Governo e o Presidente da República", concluiu Costa.

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