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Marcelo dá luz verde à app anti-covid

O presidente da República vai promulgar esta terça-feira o decreto que permitirá a entrada em funcionamento da aplicação Stayaway Covid.

António Cotrim
Negócios jng@negocios.pt 04 de Agosto de 2020 às 11:24
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O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai dar luz verde à app anti-covid, que tem vindo a ser preparada pelo INESC TEC e que permitirá fazer um rastreio de contactos com pessoas contaminadas com o novo coronavírus.

O decreto-lei que permitirá a entrada em funcionamento da aplicação será promulgado esta terça-feira por Marcelo Rebelo de Sousa, sabe o Negócios, depois de ter sido aprovado em Conselho de Ministros no passado dia 16 de julho.


A Stayaway Covid estará disponível nos sistemas operativos iOS ou Android e utiliza como sensor de proximidade a tecnologia "Bluetooth Low Energy".

Através desta app, os utilizadores serão notificados caso venham a estar em contacto com outros utilizadores a quem tenha sido diagnosticada a doença.

Basicamente, os aparelhos falam entre si sempre que estiverem a menos de dois metros uns dos outros e durante um período de pelo menos 15 minutos, guardando depois essa informação. Entretanto, se um utilizador for ao médico e lhe for diagnosticada covid-19, receberá do seu médico um código, que introduzirá na aplicação do seu telemóvel. Começará então o rastreio. A app vai verificar que contactos aconteceram nos 14 dias anteriores – o período de incubação da doença – e enviar-lhes um aviso: atenção que esteve numa situação de risco e, por isso, deve contactar as autoridades de saúde e verificar se foi ou não infetado.

Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, explicou que a entidade que fica encarregue da gestão dos dados pessoais dos utilizadores que descarregam a app é o Ministério da Saúde e que "não existe nenhuma entidade privada envolvida" e "nem os nomes nem as localizações dos utilizadores são registados".


"Houve muito acompanhamento por parte do Centro Nacional de cibersegurança" e além de a aplicação ser voluntária, "os dados não são usados para nenhum outra função". A ideia é que a aplicação seja "um elemento adicional de informação que nós temos", mas "não substitui as regras de saúde publica nem os inquéritos de saúde pública para rastreio", sublinhou ainda a ministra.

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