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Portugal deve receber metade das vacinas previstas no primeiro trimestre

Os atrasos no processo de vacinação têm sido provocados pela entrega reduzida de vacinas. As novas estirpes podem também constituir um problema à imunização.

As farmacêuticas estão atrasadas na produção de vacinas, prejudicando o progresso da vacinação em Portugal EPA
João Ruas Marques 11 de Fevereiro de 2021 às 18:53
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Os atrasos nas entregas das vacinas contra a Covid-19 devem-se em exclusivo às farmaceuticas. É esta a mensagem deixada esta tarde pelo primeiro-ministro que confirma as informações adiantadas há dois dias, na reunião do INFARMED, pelo líder da task-force para a vacinação, o Almirante Gouveia e Melo. Portugal deve receber metade das vacinas previstas durante o primeiro trimestre.

Deveriam estar imunizadas cerca de 2 milhões de pessoas até ao final do trimestre, mas em vez dos 4,4 milhões de doses previstas, Portugal deve receber apenas 1.980 mil doses, o que permite apenas vacinar metade do esperado. António Costa não deixa margem para dúvidas: "O problema não é de distribuição nem de falta de recursos para administrar a vacina. Está a montante, é a produção".

Face ao ritmo lento do processo de vacinação, o primeiro ministro aproveitou a conferência de imprensa para fazer um apelo aos autarcas: "se têm estado a mobilizar novos locais de vacinação, reservem essa energia para os trimestres seguintes".

Para o Governo, o atraso no processo de vacinação constitui um risco para a população, mas não é o único. As variantes da Covid-19 têm vindo a multiplicar-se pelo mundo fora e "ninguém pode garantir que não surjam novas variantes".

A estirpe britânica é já responsável por 43% dos novos casos em Portugal e as mutações no vírus, como é o caso de uma das presentes na variante sul-africana, podem dificultar a imunização através da vacina. 

Em Portugal, estas estirpes são responsáveis ainda por casos isolados e os especialistas acreditam que não constituem, para já, uma preocupação. Mas Portugal deve manter-se alerta.
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