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Supremo dos EUA trava obrigatoriedade de vacinação nas grandes empresas

Uma medida da Administração Joe Biden que visava conseguir ter mais pessoas vacinadas nos Estados Unidos foi rejeitada pelo Supremo Tribunal do país.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 13 de Janeiro de 2022 às 23:45
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O Supremo Tribunal dos EUA comunicou ao final desta tarde a decisão de bloquear a medida proposta pelo presidente Joe Biden no sentido de levar a que mais pessoas se vacinassem contra a covid-19.

 

Nos termos da sua proposta, denominada ‘vaccine-or-test’, os funcionários das grandes empresas teriam de apresentar certificado de vacinação para regressarem ao trabalho presencial, ou então apresentarem regularmente testes negativos.

 

Isso levaria a que 80 milhões de trabalhadores fossem vacinados ou tivessem de realizar testes periódicos, algo que o Supremo agora veio bloquear.

 

O Supremo tomou a sua decisão depois de ouvir, na passada sexta-feira, os argumentos de ambos os lados da batalha jurídica relativamente aos decretos temporários emitidos em novembro passado por duas agências federais no sentido de reforçar as taxas de vacinação nos Estados Unidos e tornar mais seguros os locais de trabalho.

 

Esta decisão testa os poderes presidenciais para lidar com a crise de saúde pública que já provocou a morte de mais de 845.000 norte-americanos, sublinha a Reuters.

 

Citigroup já tinha ameaçado com despedimentos

 

No âmbito da proposta de Biden, o Citigroup tinha anunciado no final da semana passada que iria despedir os funcionários não vacinados. No dia 7 de janeiro, o banco norte-americano disse aos seus funcionários que iria cessar os contratos de quem não estivesse vacinado até 14 de janeiro.

 

O Citigroup disse estar assim a reforçar o seu posicionamento perante a vacinação contra a covid-19, numa altura em que os EUA se confrontam com um novo aumento dos casos de infeção. Num memorando do banco a que a Bloomberg teve acesso, o Citi disse aos seus funcionários que devem vacinar-se, sob pena de perderem o emprego.

 

Quem se recusar a ser vacinado até 14 de janeiro, será colocado em licença sem vencimento e o final do mês coincidirá com os seus últimos dias como empregados do banco, segundo a mensagem enviada a todos os funcionários. Uma fonte próxima do processo também confirmou à Reuters este deadline imposto pelo banco.

 

Em finais de utubro do ano passado, o Citi tinha pedido aos seus funcionários que apresentassem até 8 de dezembro o certificado de vacinação, adiantando que quem fosse inoculado receberia um bónus de agradecimento no valor de 200 dólares. Já nessa altura o banco tinha estabelecido o dia 14 de janeiro como prazo final. Esta medida é conhecida como "no jab, no job" (sem vacinas, não há emprego).

 

Mais de 90% dos funcionários do banco cumpriram este requerimento de vacinação dos trabalhadores norte-americanos, que também lhes dá a oportunidade de pedirem uma isenção por motivos religiosos ou médicos, referiu uma outra fonte à Bloomberg.

 

Algumas das maiores instituições financeiras de Wall Street, como o JPMorgan Chase e o Goldman Sachs, impuseram já este requisito de vacinação, mas permitem que os seus funcionários não estejam vacinados se não forem para o local de emprego.

 

Muitas empresas estavam à espera da decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre se esta ordem judicial da Administração Biden – no sentido de as maiores empresas do país exigirem vacinas ou testes semanais à covid – seria constitucional. E hoje foi decretado que não.

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