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"Um dos maiores escritores de língua portuguesa". Reações à morte de António Lobo Antunes

Acompanhe as reações à morte de um dos mais conceituados escritores portugueses.

António Lobo Antunes
António Lobo Antunes Mário Cruz / Lusa
12:53
"Morre um dos maiores escritores de língua portuguesa e um dos grandes da literatura mundial"

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, classificou António Lobo Antunes como um escritor imortal, numa publicação na Internet a propósito da morte do autor português.

"Deixa uma vasta obra que prenuncia a sua imortalidade", escreveu José Maria Neves na rede social Facebook.

O chefe de Estado assinalou dois títulos: De entre os seus mais de 30 romances, "Os Cus de Judas" (1979) e "Fado Alexandrino" (1983) "são considerados pela crítica os seus melhores livros".

"Morre um dos maiores escritores de língua portuguesa e um dos grandes da literatura mundial", referiu.

Livro inédito de poemas vai ser publicado em abril

Um livro inédito de poemas de António Lobo Antunes, que o escritor que sempre lamentou não ter sido poeta foi escrevendo ao longo da vida, vai ser publicado em abril, anunciou a sua editora, em comunicado.

“Poemas” é o título deste livro, em que a Dom Quixote estava a trabalhar, e que acaba por não ser publicado ainda em vida do escritor, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, que morreu hoje aos 83 anos.

A editora, que tem publicado toda a sua obra, “anuncia que publicará já em abril um inédito, não de prosa, o seu género favorito, mas de poesia, onde estarão reunidos os poemas que António Lobo Antunes foi escrevendo ao longo da sua vida. Ele que sempre lamentou não ter sido poeta”.

Esta publicação insere-se no âmbito do compromisso da Dom Quixote em continuar a trabalhar e a promover uma obra, “cuja importância ultrapassou fronteiras, premiada e distinguida um pouco por todo o mundo”.

Classificando António Lobo Antunes como um “nome maior da literatura portuguesa, autor de romances que ficarão para sempre na memória”, a editora despediu-se do escritor “que dedicou toda a sua vida aos livros e à literatura, prestando-lhe a devida e mais que merecida homenagem”.

Sábado é dia de luto nacional pela morte de António Lobo Antunes

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes, que será cumprido no sábado.

Leia a notícia completa .

Escritora Lídia Jorge sublinha "força inovadora" da obra

A escritora Lídia Jorge sublinhou esta quinta-feira a "voz singular" e "força inovadora" de António Lobo Antunes, cuja obra literária "junta a narrativa interna com o eco da história concreta da nação" portuguesa.

Contactada pela Lusa, Lídia Jorge considerou que Lobo Antunes "deixa uma obra de extrema singularidade em Portugal e um pouco por toda a parte", onde era publicado, em mais de 30 línguas.

"Não houve nenhum escritor contemporâneo entre nós que tenha tido a força inovadora que ele teve. Conseguiu fazer o que se pensava impossível: juntar o modelo do romance psicológico do início do século XX com a narrativa histórica de um país", descreveu a escritora.

Primeiro-ministro evoca "figura maior da cultura portuguesa"
Primeiro-ministro evoca 'figura maior da cultura portuguesa'

O primeiro-ministro recordou António Lobo Antunes, que morreu esta quinta-feira aos 83 anos, como "uma figura maior da cultura portuguesa", dizendo que o seu legado deve continuar a inquietar e a inspirar todos.

"Presto muito sentida homenagem a Antonio Lobo Antunes - figura maior da cultura portuguesa. O seu legado é uma crónica da humanidade e da originalidade do olhar português e por isso continuará a inquietar-nos e a inspirar-nos", escreveu Luís Montenegro, numa publicação na sua conta oficial na rede social X.

O primeiro-ministro expressou ainda, em seu nome e do Governo, "as mais sentidas condolências à família e aos amigos".

"Hoje só podemos dizer, com orgulho, que fomos a cidade e a pátria de António Lobo Antunes"
'Hoje só podemos dizer, com orgulho, que fomos a cidade e a pátria de António Lobo Antunes'

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) disse ter sido um privilégio viver no tempo de António Lobo Antunes, que morreu aos 83 anos, considerando que o escritor faz parte da rara aristocracia da literatura mundial.

"Tivemos a sorte e o privilégio de viver no tempo de António Lobo Antunes. Tivemos a sorte e o privilégio de ver o fruto da sua obsessão pela escrita. Tivemos a sorte e o privilégio de ver nele o maior interprete do Portugal do nosso tempo: do fim do império, da experiência da guerra, da psicologia tão complexa deste nosso velho país", salientou Carlos Moedas numa mensagem na sua página na rede social Facebook.

Na mensagem, Carlos Moedas garante não ter "dúvidas de que Lobo Antunes faz hoje parte da rara aristocracia da literatura mundial, onde estão os grandes mestres".

"Hoje só podemos dizer, com orgulho, que fomos a cidade e a pátria de António Lobo Antunes".

Seguro recorda obra de lucidez e exigência moral
Seguro recorda obra de lucidez e exigência moral

O Presidente da República eleito, António José Seguro, recebeu esta quinta-feira com "enorme tristeza" a notícia da morte de António Lobo Antunes, cuja obra considerou "profundamente marcada pela lucidez" e "exigência moral" para com o país e a condição humana.

"A sua obra, profundamente marcada pela lucidez, pela memória e pela exigência moral com que olhou o país e a condição humana, ocupa um lugar incontornável na nossa cultura. Ao longo de décadas, os seus livros desafiaram leitores, abriram caminhos na literatura e deram à língua portuguesa uma expressão singular de intensidade e verdade", escreveu António José Seguro na rede social Instagram.

Para o Presidente eleito, "António Lobo Antunes foi um escritor de rara coragem intelectual, capaz de transformar a experiência individual e coletiva em literatura de grande fôlego".

"A sua escrita ficará como um testemunho poderoso do nosso tempo e como um património duradouro da cultura portuguesa", escreveu Seguro, que referiu ter recebido "com enorme tristeza a notícia da morte de António Lobo Antunes, uma das vozes maiores da literatura portuguesa contemporânea".

MNE lamenta morte de "enorme embaixador da língua portuguesa"

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, lamentou a morte do escritor António Lobo Antunes, classificando-o como "enorme embaixador da língua portuguesa" numa mensagem oficial na rede social X.

"Como poucos revelou as vísceras da alma e as sinopses do corpo. Uma lucidez distante que não é desdém mas desapego. Um enorme embaixador da língua portuguesa", escreveu.

Líder do PS assinala "perda irreparável" para literatura

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, assinalou esta quinta-feira que a morte do escritor António Lobo Antunes constitui "uma perda irreparável para a literatura e para a cultura" portuguesas.

"A morte de Antonio Lobo Antunes constitui uma perda irreparável para a literatura e para a cultura portuguesa e enche-nos a todos de tristeza. Portugal perde uma das sua referências, num momento em que elas tanto são precisas", afirmou José Luís Carneiro.

O líder do PS considerou, na rede social X, que "ler a sua obra e ensiná-la às gerações futuras é um compromisso que, como sociedade", deve ser assumido "e constituirá a garantia da sua continuidade como um dos grandes autores de sempre da literatura portuguesa".

"Neste momento de dor e de perda expresso as minhas mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos os seus leitores", acrescentou na publicação.

Também o Partido Socialista divulgou uma nota de pesar, na qual referiu que a obra de Lobo Antunes "ousou romper com silêncios em alguns temas dolorosos" para a sociedade portuguesa e "perdurará como um contributo ímpar para Portugal se pensar a si próprio e às suas idiossincrasias".

Governador do Banco de Portugal lembra autor com escrita única

O governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira, assinalou esta quinta-feira a morte de António Lobo Antunes, dizendo que a sua escrita é "única" e que a melhor homenagem ao escritor é ler os seus livros.

Numa publicação na rede social X, Santos Pereira lembrou uma entrevista de António Lobo Antunes onde este dizia: "Ninguém escreve como eu". "É verdade. A escrita de Lobo Antunes é única. Na forma. No ritmo. Na criatividade. Na audácia e na ironia", disse o governador.

"Agora que o perdemos, a melhor homenagem que podemos fazer a este grande escritor é ler os seus livros e apreciar a sua escrita magnífica", afirmou Santos Pereira, acrescentando que irá reler alguns dos seus melhores livros e deleitar-se "com a sua inesquecível prosa".

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