Venda de livros em Portugal cai quase 30% no primeiro semestre
A queda na venda de livros em Portugal foi a mais acentuada entre os países em análise.
As vendas de livros em Portugal registaram uma queda homóloga de 28,3% nos primeiros seis meses deste ano, devido à atual pandemia, a redução mais acentuada entre os países analisados pela GfK, que englobam Itália, Brasil, França, Espanha, Países Baixos e Bélgica.
A queda de vendas de livros verificou-se em Itália (-10,1%), no Brasil (-12,8%), em França (-15,4%) e em Espanha (-18,4%). Por outro lado, as perdas na Suíça foram comparativamente pequenas (- 4,4%), enquanto na região da Flandres na Bélgica e na Holanda cresceram 1,6% e 4,2%, respetivamente, apesar das perdas temporárias.
Antes da pandemia, Portugal registou valores positivos em Portugal (+1%) e em Espanha (+3%) e apenas uma ligeira quebra em Itália (-0,3%).
Contudo, o confinamento e o encerramento de muitas lojas resultaram na quebra abrupta das vendas em quase dois terços em Portugal, metade em Espanha e um terço em Itália, sendo que o consumo online foi insuficiente para compensar estas perdas.
Ainda assim, as vendas de livros subiram significativamente após o alívio das restrições no mundo inteiro e a possibilidade de comprar livros em lojas físicas novamente.
Um exemplo desta premissa é o facto de, em Itália, as vendas terem subido 13,5% no pós-confinamento, enquanto o Brasil, que ainda se encontra com restrições muito apertadas, regista uma queda de 25,9% desde o início do confinamento.
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