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Governo sugere "respeito pela autoridade dos chefes militares" no caso Tancos

O ministro Augusto Santos Silva, que já tutelou a Defesa, lembra a "separação de poderes" na investigação sobre o roubo de material de guerra e critica Rui Rio por envolver as Forças Armadas no combate político.

Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Augusto Santos Silva, diz que 'compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar', adiantando ser 'inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar'. No entanto, Portugal diz ser necessário 'evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região'.
EPA
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 10 de Setembro de 2018 às 13:25
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O ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, exortou os partidos da oposição "a respeitar as Forças Armadas portuguesas, a respeitar a autoridade dos chefes militares", justificando que "esse respeito é muito importante para o país".

 

Após o presidente do PSD dizer que o país tem de exigir ao Ministério Público que rapidamente faça a "acusação correcta" no caso do furto de material de guerra em Tancos, Augusto Santos Silva frisou, em declarações aos jornalistas no Porto, que "há um processo de investigação em curso" e deve ser respeitada a "separação de poderes".

 

Na intervenção no encerramento da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Rui Rio acusou o Governo de ser "incapaz de dar mais respostas". Numa primeira reacção via Facebook, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, criticou a partidarização do Exército e condenou que se faça "chacota" com as Forças Armadas.

 

 

O roubo de material militar dos paióis de Tancos – instalação entretanto desactivada – foi detectado em Junho de 2017. Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e grande quantidade de munições. Em Outubro, quase todo o material foi recuperado na Chamusca, a 21 quilómetros de distância, à excepção das munições de 9 milímetros. E até uma caixa com cem explosivos pequenos que não constava da relação inicial.

 

Esta manhã, também o primeiro-ministro, António Costa, referiu que "o Governo já fez aquilo que tinha a fazer, que era verificar se havia ou não uma ameaça à segurança", notando que desrespeitaria a autonomia do Ministério Público se pressionasse a investigação criminal a este caso.

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