pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Dona da Nacional e Milaneza compra massas da espanhola Cerealto

A portuguesa Cerealis voltou às compras, vencendo a corrida à compra da divisão de massas alimentícias da fabricante espanhola Cerealto, que fatura 100 milhões de euros.

Instalações da Cerealis com equipamento industrial moderno
Instalações da Cerealis com equipamento industrial moderno Cerealis
14:15

A Cerealis, dona de marcas como a Nacional, Milaneza e Napolitana, chegou a acordo para a aquisição da operação de massas alimentares da espanhola Cerealto, detida pelo fundo de investimento Afendis e DK, no âmbito de um processo competitivo internacional.

Em comunicado, enviado esta sexta-feira às redações, a centenária agroalimentar portuguesa indica que "esta operação insere-se na estratégia de crescimento" da empresa e surge no seguimento da aquisição de uma operação semelhante no centro da Europa.

Este negócio surge pouco mais de um ano depois de se ter  (onde já detinha 58,33% do capital), que explora as marcas própria Adriana, Zátkovy, Rosické e Ideál, tem duas unidades industriais e fatura cerca de 70 milhões de euros.

O valor do negócio, que carece ainda do aval da autoridade da concorrência, não foi divulgado.

A aquisição da unidade de produção da Cerealto vai permitir à Cerealis "alcançar uma presença relevante no mercado espanhol", diz a empresa, apontando que "este movimento responde à necessidade de reforço de escala e competitividade que o negócio industrial baseado num mercado com a dimensão do português exige".

Localizada em Castela e Leão, a divisão de massas da Cerealto tem uma capacidade de produção anual de aproximadamente 90 mil toneladas que continuarão a destinar-se em exclusivo ao mercado espanhol, explica a Cerealis.

"Esta operação constitui mais um passo na estratégia de crescimento da empresa e contribui para robustecer a nossa competitividade, nomeadamente criando sinergias na compra de trigos e na logística", afirma o CEO da Cerealis, Pedro Moreira da Silva, citado na mesma nota.

Foi em novembro que foi publicitado que a Cerealto, fabricante espanhola de bolachas, cereais e "snacks", tinha colocado à venda a sua divisão de massas alimentícias, que fatura pouco mais de 100 milhões de euros, representando sensivelmente 20% das receitas do grupo, segundo dados avançados então pela imprensa espanhola.

Na altura, o , que citava várias fontes de mercado, adiantava que , mas a empresa declinou comentar. 

Na corrida, segundo o jornal espanhol, estaria também a Ulusoy, a maior produtora de farinha da Turquia, a quem a empresa espanhola já tinha, aliás, vendido a sua divisão de massas em Itália.

Fundada em 1919, a empresa, com sede na Maia, tem mais de 130 produtos de diferentes categorias, entre os quais massas, farinhas e bolachas, sob o chapéu de 11 marcas, vendidos nos cinco continentes. Conta seis fábricas, incluindo uma na República Checa, e emprega perto de 750 trabalhadores.

Assim, com a nova aquisição, a Cerealis eleva o universo de trabalhadores para mais de 900 e a faturação anual para sensivelmente 430 milhões de euros.

 (através, respetivamente, das sociedades de investimentos Teak Capital, a "holding" pessoal de Carlos Moreira da Silva e da Tangor Capital), que diluíram ligeiramente a sua participação para a recente entrada de um novo acionista (a Sofina, empresa de investimento belga cotada em Bruxelas), que fica com 10% do capital, como

Ver comentários
Publicidade
C•Studio