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Apoio a 329 empresas e 10% das casas por reconstruir um ano após incêndios

Um ano depois dos trágicos fogos no Norte e Centro do país, a maioria das habitações permanentes ainda não estão prontas. As empresas receberam 27,5 milhões de euros para voltar a laborar e assegurar postos de trabalho.

Ricardo Almeida
Negócios jng@negocios.pt 15 de Outubro de 2018 às 10:17
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Os incêndios de Outubro do ano passado destruíram por completo um total de 366 casas no Norte e no Centro do país. Volvido um ano, apenas 36 dessas habitações estão prontas. O JN escreve esta segunda-feira, 15 de Outubro, que a maior parte das obras de empreiteiros não vão ficar concluídas até Dezembro, como prevêem os contratos.

 

Oliveira do Hospital é um dos concelhos com mais pedidos aprovados (49) para a construção total de casas de primeira habitação, sendo que apenas duas estão concluídas. Até ao final do ano há 17 que devem ficar prontas, mas as restantes só estarão de pé no início do próximo Verão, admite o autarca, José Carlos Alexandrino.

 

No que toca às reparações mais pequenas, até 25 mil euros, o programa de recuperação prevê que sejam as próprias famílias a receber o dinheiro e a fazer as obras. Neste caso particular, escreve o jornal, o balanço é mais favorável, uma vez que mais de metade das casas, num total de 249, já estão recuperadas da tragédia que vitimou 50 pessoas e fez ainda 70 feridos.

 

Num balanço em que junta estes dois programas financiados pelo Orçamento do Estado, o Governo calcula que 900 candidaturas a apoios financeiros do Estado foram aprovadas até ao momento, sendo que 486 habitações permanentes continuam nesta altura em obras ou em fase final de licenciamento de empreitada.

 

Já no que toca aos apoios às empresas afectadas pelos incêndios de 15 e 16 de Outubro de 2017, atribuídos através do Programa Repor, uma nota do Ministério do Planeamento e Infra-estruturas, citada pela Lusa, estima o pagamento de 27,5 milhões de euros destinados à reposição da sua actividade empresarial, num total de 329 candidaturas aprovadas que permitiram manter 3.058 postos de trabalho e criar outros 277.

Por outro lado, a Segurança Social calculou que foram concedidos apoios às populações afectadas pelos incêndios de Outubro de 2017 no valor de 152 mil euros, destinados a 292 famílias carenciadas, que visaram o pagamento das despesas mais urgentes, como produtos médicos, rendas de casa ou as facturas de luz, gás e água.

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