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Caldeira Cabral vê empresas animadas, PSD e CDS falam em abrandamento económico

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, destacou esta terça-feira a maior confiança das empresas e o êxito dos programas de apoio lançados pelo Governo, em particular ao nível do financiamento. PSD e CDS sublinham os sinais de um abrandamento económico.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 10 de Julho de 2018 às 19:09
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O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, destacou esta terça-feira a maior confiança das empresas e o êxito dos programas de apoio lançados pelo Governo, em particular ao nível do financiamento. 


Falando na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, Caldeira Cabral considerou que actualmente as empresas estão "menos endividadas, com tesourarias mais folgadas, com mais capitais próprios". A aposta foi na diversificação das formas de financiamento, o que explica também porque o crédito bancário às empresas tem vindo a diminuir.

Já os deputados Pedro Mota Soares (CDS) e Paulo Rios (PSD) contestaram a visão "optimista" do governante, citando dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que sinalizam um abrandamento da economia. "Quando o país precisava de ter um ministro da Economia, tem um placard publicitário, que faz anúncios", afirmou Mota Soares, acusando Caldeira Cabral de fazer anúncios que não se concretizam. 

Combustíveis
Outro tema a dominar a audição foi o adicional ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Nesta matéria, CDS e PCP foram os dois partidos que exigiram mais veementemente o fim do adicional. "O compromisso que o Governo assumiu era: o preço sobe, aumenta o IVA e baixa o ISP, o preço desce, o IVA cai e sobe o ISP", defendeu o deputado comunista Bruno Dias. "O Governo pode fazer por portaria aquilo que disse ao princípio. Pode fazê-lo agora, basta o Governo querer cumprir o que prometeu", reforçou, após o ministro ter argumentado que as alterações deveriam ser feitas "num quadro orçamental".


Energia

Também a energia dominou grande parte da audição parlamentar, com o ministro a destacar a cimeira das interligações eléctricas, agendada para 27 de Julho, como forma de ajudar a pôr fim ao isolamento de Portugal neste sector. "O reforço das interligações para lá dos Pirinéus vão ser um marco importante, vão permitir exportar energia e importar energia quando esta for mais barata", frisou.

Heitor Sousa, do Bloco de Esquerda, classificou de pouco ambiciosas as políticas na energia solar. O ministro respondeu que a meta de triplicar a produção de energia solar até 2022 é ambiciosa. "Existem actualmente 1.000 Megawatt (Mw) licenciados e outros 1.000 em pedidos de licenciamento. O que vimos foi um enorme crescimento da energia solar", sublinhou.

Turismo
O turismo também foi abordado, com o PSD a falar em abrandamento no sector. Caldeira Cabral contrapôs que o número de turistas cresceu nos primeiros meses do ano e que as receitas turísticas cresceram a um ritmo ainda maior.

Reconhecendo que existem riscos, nomeadamente o impacto do Brexit e a quebra de turistas britânicos que se tem feito sentir, o ministro destacou que a solução passa pela diversificação de mercados e que esta estratégia permitiu que a quebra no mercado britânico tenha sido muito mais do que compensada com o crescimento noutros países.

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