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Cavaco Silva e o BPN: "Nem fiquei a saber quanto eram as mais valias"

Cavaco Silva tinha prometido que não voltaria a dizer nem mais uma palavra sobre o caso que está a marcar a campanha presidencial, mas na entrevista à RTP voltou a falar do BPN.

10 de Janeiro de 2011 às 22:39

O candidato presidencial considera que está “tudo esclarecido” quando à venda das acções do BPN, “e só por má fé dizem o contrário”.

Em entrevista à RTP, Cavaco Silva afirmou que “alguns entenderam que devia ser tema” da campanha “uma aplicação feita há 11 anos” e lembrou que “coloquei as minhas poupanças em vários bancos”.

Afirmou que quando aplica as suas poupanças, diz ao banco que pretende obter “o máximo de rendimento”, e quando questionado sobre o ganho de 140% que obteve com a aplicação nas acções, afirmou que “nem fiquei a saber quanto eram as mais valias” obtidas em 2003, pois o dinheiro foi logo aplicado “noutro produto, com nome muito esquisito”.

“Nunca discuti um preço, nem nunca soube a quem comprei ou vendi” as acções do BPN, disse Cavaco Silva, revelando que foi a sua mulher que sugeriu vender os títulos.

Disse ainda que o dinheiro que resultou da venda das acções esteve no BPN até 2009, altura em que decidiu retirar do banco, quando sentiu que estavam a fazer política como caso.

Em 1999 “era um mísero professor” e “ficaria satisfeito se tivessem vendido melhor” essas acções, pois serviria para atenuar os prejuízos obtidos com outras aplicações, que são o dobro dos ganhos atingidos com a aplicação no BPN.

“Eles sabem todos que sou dum rigor total”, disse Cavaco Silva, considerando que “se ultrapassaram limites” na campanha e “esperava outro comportamento por parte de outros candidatos”.

“Quando eu sei que eles sabem que estão a ser desonestos, a resposta tem que ser ignorá-los”, disse, assegurando que não guardará ressentimentos. “Não distingo entre portugueses. Respeito todos os portugueses”, disse.

Sobre as críticas que fez à actual gestão do BPN, afirmou que “não é nenhuma questão pessoal” e que apenas colocou em discussão o modelo de gestão escolhido para o BPN.

“Não fiz nenhuma crítica” à administração do banco e “apenas falei de um problema, que deve ser analisado”, salientou.

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