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Costa Silva: “Ainda bem que o modelo das ideias ultraliberais não vingou”

Na apresentação dos contributos públicos à Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030, o professor do Técnico insistiu na ideia de que “não é o mercado que nos vai salvar, é o Estado”. Costa Silva reitera ainda necessidade de requalificar a administração pública, hoje “muito orientada para pareceres e pouco para a resolução de problemas”.

Pedro Catarino
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Setembro de 2020 às 10:59
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António Costa Silva voltou a defender que será o Estado, e não o mercado autorregulado, que nos poderá salvar dos efeitos nefastos da crise pandémica e que para Portugal responder de forma mais eficaz aos problemas presentes e desafios futuros é fundamental apostar na qualificação das pessoas e na requalificação da administração pública. 

"Não é o mercado que nos vai salvar, é o Estado", declarou o consultor Costa Silva na apresentação dos contributos da sociedade civil feitos para a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação 2020/2030 (contou com 1.143 contributos), num evento que decorre na Gulbenkian, em Lisboa. No entender do professor do Instituto Superior Técnico, a crise em curso mostrou quão importante é o Estado Social e os serviços que presta aos cidadãos, a começar pela saúde e pela educação, o que o leva a esperar que haja a "humildade necessária" para reconhecer a "derrota histórica das ideias ultraliberais". 

"Ainda bem que esse modelo não vingou", disse defendendo a aposta na modernização da administração pública e garantindo que "pos mercados autorregulados não funcionam necessariamente para o bem público". 

No âmbito da requalificação da administração pública, que Costa Silva considera excessivamente burocrática pois "muito orientada para pareceres e poucos para a resolução de problemas", o também CEO da petrolífera Partex insistiu na necessidade de se criar uma loja do cidadãos para empresas e a realização de "conferências deliberativas" que permitam aos empresários acederem a decisões de forma mais ágil. Defendeu ainda o rejuvenescimento da administração pública, assim como do "audro de professores".

 

Dos mais de mil contributos públicos feitos para a sua Visão Estratégica, Costa Silva salientou que os eixos que receberam mais propostas dizem respeito ao investimento em infraestruturas físicas, à reindustrialização e à aposta na qualificação das pessoas e da administração pública. 

(Notícia atualizada)
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