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Desempregados portugueses em Março diminuem 1,9% face a Fevereiro

O número de desempregados registados nos centros de emprego do Continente e Regiões Autónomas no final de Março de 2008 ascendia a 391.026 pessoas, o que representava 82,6% de um total de 473.654 pedidos de emprego, segundo as estatísticas mensais do Inst

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Abril de 2008 às 17:51
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O número de desempregados registados nos centros de emprego do Continente e Regiões Autónomas no final de Março de 2008 ascendia a 391.026 pessoas, o que representava 82,6% de um total de 473.654 pedidos de emprego, segundo as estatísticas mensais do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Relativamente a Março de 2007, verifica-se assim uma redução de 50.330 desempregados, o que corresponde a uma quebra anual de 11,4%. "Em termos mensais, a diminuição do desemprego foi menos acentuada (-1,9%), fruto de um decréscimo de 7.553 inscrições de desempregados", salienta a mesma fonte.

Apesar do género feminino ser maioritário (59,7%) no total do desemprego registado, a redução anual deste foi mais acentuada nos homens (-14,4%) do que nas mulheres (-9,3%).

A procura de novo emprego, que motivou a inscrição de 91% do total de desempregados, apresentou um decréscimo de 12,5% em termos anuais. A procura de primeiro emprego evoluiu menos favoravelmente, com um aumento homólogo de desempregados de 1,4%, o que corresponde a mais 472 do que há um ano, refere o IEFP.

Todos os níveis de habilitação escolar registavam menos desempregados em Março de 2008 do que no mesmo mês de 2007 e em Fevereiro deste ano. Os decréscimos anuais mais significativos verificaram-se no 2º e 1º ciclos do Ensino Básico (-16,5% e -14,6%, respectivamente).

O desemprego de longa duração, (1 ano e mais de inscrição) representava 40,8% do total do desemprego registado e, em termos de evolução, sofreu uma redução anual de 8,9%. O desemprego de curta duração (menos de 1 ano de permanência em ficheiro), diminuiu ainda mais (-13%), em termos homólogos.

Os dados das regiões mostram que, em relação ao mês Março de 2007, o desemprego decresceu em todas elas, com excepção da Região Autónoma da Madeira (+5,4%). O Alentejo, Lisboa Vale do Tejo e o Norte apresentaram as reduções anuais mais significativas, respectivamente, -14,4%, -12,9% e -12,1%.

Algarve diminui mais desemprego

Comparativamente ao mês anterior, o desemprego diminuiu em todas as regiões do País, de onde se destaca o Algarve com a redução mais significativa (-8,5%).

"Relativamente às profissões dos desempregados inscritos, os dados do Continente permitem-nos confirmar a elevada representatividade dos "trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio" (52.483), do "pessoal dos serviços de protecção e segurança" (44.781), dos "empregados de escritório" (43.990), dos "trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras" (33.333) e dos "manequins, vendedores e demonstradores" (30.152)", refere o boletim do Instituto.

Estes cinco grupos de profissões representavam, em conjunto, mais de metade (54,1%) do total de desempregados inscritos.

Entre os desempregados há menos de um ano, salientam-se as profissões do ensino, como os "docentes do ensino secundário, superior e profissões similares" (-39,0%), os "profissionais de nível intermédio do ensino" (-30,0%) e os "operadores de máquinas e trabalhadores de montagem" (-23,1%).

Relativamente à actividade económica de origem do desemprego, dos 344.206 desempregados que procuravam um novo emprego, nos centros de emprego do Continente, 59,4% eram oriundos de actividades do sector dos "serviços", onde continuam a prevalecer o "comércio por grosso e a retalho" e as "actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio", 34,4% provinham do sector da "indústria", com destaque para a "construção", e 4,3% do sector "agrícola".

Face ao mês homólogo de 2007, a diminuição do desemprego fez-se sentir nos diferentes ramos dos três sectores de actividade económica, destacando-se, com os mais acentuados decréscimos percentuais, a "fabricação de veículos automóveis, componentes e outro equipamento de transporte" (–34,3%), a "indústria do couro e de produtos do couro" (–25,3%) e os "transportes e armazenagem" (–24,0%).

O volume de ofertas disponíveis no final do mês nos centros de emprego de todo o País totalizou 14.714, número que revela um aumento de 14,3% relativamente ao mês homólogo de 2007 e de um acréscimo de 2,5% quando comparado com o mês anterior. Todas as regiões do Continente apresentavam mais ofertas do que as observadas no mesmo mês de 2007. Nas Regiões Autónomas, apenas nos Açores a evolução foi de sinal contrário.

Ao longo do mês, foram registados nos centros de emprego do País 42.993 trabalhadores desempregados, número inferior ao verificado no mês homólogo (-7,5%) e a Fevereiro deste ano (-2,3%).

O "fim de trabalho não permanente", continua a ser o principal motivo de inscrição de desempregados, representando 35,2% das inscrições no Continente.Este motivo recolheu a sua maior percentagem no Alentejo, região onde justificou quase metade (49,3%) das inscrições.

O volume de ofertas recebidas em Março passado nos centros de emprego do País totalizou 9.627, o que representa uma quebra de 11,9% face ao mês homólogo de 2007 e um aumento de 2,8% quando comparado com o mês anterior.

Das actividades económicas com maior número de ofertas comunicadas aos centros de emprego (dados relativos ao Continente), continuam a destacar-se o "alojamento, restauração e similares", as "actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio", o "comércio por grosso e a retalho" e a "construção".

O número de colocações efectuadas no mês passado através dos centros de emprego de todo o País foi de 5.151, valor inferior ao de Março de 2007 (-11,8%), mas superior ao de Fevereiro de 2008 (+10,9%).

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