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Deutsche Bank: Estímulos na Alemanha "seriam um desperdício de dinheiro"

O banco alemão rejeita a necessidade de recorrer a estímulos orçamentais na Alemanha, por enquanto, apesar dos receios de uma recessão técnica. Considera que a aposta na educação e nas infraestruturas são a solução.

Deutsche Bank
reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Agosto de 2019 às 13:00
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Depois do banco central alemão Bundesbank, agora foi a vez do Deutsche Bank recusar a necessidade de injetar dinheiro na economia alemã, para travar o seu abrandamento recente. O banco germânico considera que, apesar da situação débil, o governo não deve atuar, para já.

"O Governo deve apenas atuar se houver uma clara evidência de que o país enfrente uma profunda recessão", afirmou Stefan Schneider, economista-chefe do banco alemão, numa nota divulgada pela Bloomberg, acrescentando que "nesta altura não esperam tal cenário".

Um pacote de estímulos "seria um desperdício de dinheiro" e em vez disso, o Governo deve continuar a aumentar o investimento na educação e nas infraestruturas. "Estas medidas é que podem impulsionar o crescimento a longo prazo", concluiu Schneider.

Depois de ter visto o seu produto interno bruto (PIB) cair 0,1% entre abril e junho deste ano, a economia germânica pode estar a caminho de uma recessão técnica, numa altura em que os economistas do Bundesbank, o banco central do país, preveem uma quebra da economia idêntica no terceiro trimestre.

Apesar disso, o endividamento da economia deverá descer de 60,9% do PIB em 2018, para 58% em 2019, ficando abaixo do limite de 60% definido pelas regras europeias e dando por isso ao país mais margem para aumentar os gastos.

A guerra comercial entre os EUA e os seus parceiros comerciais tem tido impacto nas exportações da Alemanha, principalmente no setor automóvel, o grande motor da economia interna.

A chanceler alemã Angela Merkel e o ministro das finanças alemão Olaf Scholz tinham admitido recorrer a um pacote de estímulos para contrariar um cenário de recessão. A acontecer, a Alemanha repete a fórmula usada na resposta à crise de 2008-09, outra vez através de um investimento extraordinário de 50 mil milhões de euros.

Desde a reunificação da Alemanha, em 1990 – altura em que o território da antiga República Democrática da Alemanha foi anexado à República Federal da Alemanha – o país apenas precisou de uma injeção de dinheiro, na altura da crise que rebentou na primeira década deste século.

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