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Diretora-geral do FMI teve "reunião muito boa" com conselheiros de Estado

O Conselho de Estado debateu esta sexta-fira os desafios económicos e financeiros da Europa no curto, médio e longo prazo com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), uma reunião que Christine Lagarde classificou como "muito boa".

EPA
Lusa 01 de Março de 2019 às 20:00
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De acordo com uma breve nota da Presidência da República, o Conselho de Estado "analisou as perspetivas da economia mundial e o impacto da economia da União Europeia, tendo debatido os desafios, a nível económico e financeiro, que se apresentam ao mundo, à Europa e a Portugal no quadro do curto, médio e longo prazo".

 

A reunião do órgão político de consulta do Presidente da República, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa, prolongou-se por três horas e meia.

 

À saída, Christine Lagarde, que também almoçou com o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, disse apenas aos jornalistas que foi "uma reunião muito boa".

 

Ainda segundo a nota divulgada por Belém, Marcelo Rebelo de Sousa convidou a diretor-geral do FMI "para apresentar ao Conselho de Estado uma exposição introdutória" e, "após a exposição, seguiram-se as intervenções dos senhores conselheiros de Estado".

 

No seu discurso aos conselheiros, Lagarde elogiou os "enormes progressos" de Portugal, mas frisou que é preciso intensificar esforços para estar preparado para o futuro, antecipando que a perda de confiança no mercado após um 'Brexit' desordenado pode prejudicar o crescimento.

 

No final do encontro, Marcelo Rebelo de Sousa não quis falar à comunicação social e lembrou que é habitual não comentar o que acontece nestas reuniões.

 

Não estiveram presentes neste Conselho de Estado o presidente do PS, Carlos César, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, António Lobo Xavier e Eduardo Lourenço.

 

Esta foi a décima segunda reunião do órgão político de consulta do Presidente da República desde que Marcelo Rebelo de Sousa assumiu a chefia do Estado, há cerca três anos, e a quarta que tem como tema as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para 29 de março, mas que pode vir, entretanto, a ser adiada.

 

A anterior reunião do Conselho de Estado realizou-se há menos de dois meses, no dia 17 de janeiro, para debater "as perspetivas para as futuras relações com o Reino Unido", com o negociador-chefe da União Europeia para o 'Brexit', Michel Barnier, como convidado.

 

Presidido pelo chefe de Estado, este órgão político de consulta é composto pelos titulares dos cargos de presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente do Tribunal Constitucional, Provedor de Justiça, presidentes dos governos regionais e pelos antigos Presidentes da República.

 

Integra, ainda, cinco cidadãos designados pelo chefe de Estado, pelo período correspondente à duração do seu mandato, e cinco eleitos pela Assembleia da República, de harmonia com o princípio da representação proporcional, pelo período correspondente à duração da legislatura.

 

Anteriormente, Marcelo Rebelo de Sousa convidou para as reuniões deste órgão o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

 

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