Disponibilizado apoio gratuito na avaliação de danos em municipios afetados
A Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores (APPC) criou, em conjunto com uma rede de empresas das áreas da engenharia e da arquitetura, uma junta de apoio técnico "especializado para apoiar de forma imediata" os municípios, as juntas de freguesia, as empresas públicas ou privadas afetadas pelas tempestades.
A Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores (APPC) de arquitetura e engenharia anunciou esta terça-feira a criação de uma junta de apoio técnico para apoiar gratuitamente os municípios afetados pelo mau tempo na avaliação de danos observáveis.
Em comunicado, a APPC refere que criou, em conjunto com uma rede de empresas das áreas da engenharia e da arquitetura, uma junta de apoio técnico "especializado para apoiar de forma imediata" os municípios, as juntas de freguesia, as empresas públicas ou privadas afetadas pelas tempestades.
A associação indica que está a disponibilizar, em regime 'pro-bono' (sem receber nada em troca), equipas técnicas para a realização de inspeções visuais e diagnósticos preliminares de segurança em edifícios e infraestruturas, que também ajudam na priorização de intervenções e na definição de soluções técnicas futuras.
A organização alertou ainda que as avaliações realizadas não substituem estudos, intervenções operacionais de emergência ou decisões de execução, que "competem exclusivamente" às entidades públicas responsáveis.
"As avaliações realizadas têm natureza estritamente preliminar, baseando-se em inspeção visual, não substituindo estudos detalhados", refere a nota da associação, especificando que os municípios podem solicitar o apoio da APPC através do e-mail info@appconsultores.org.pt.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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