Economia Dívida externa recua para 92,9% do PIB

Dívida externa recua para 92,9% do PIB

Em termos nominais, a dívida externa até subiu 3,3 mil milhões de euros, sobretudo devido à valorização da dívida pública. No entanto, o crescimento da economia compensou o efeito.
Dívida externa recua para 92,9% do PIB
O ministro das Finanças, Mário Centeno, tem sublinhado a importância do aumento da confiança dos investidores na economia portuguesa.
Margarida Peixoto 21 de fevereiro de 2018 às 12:17

A dívida externa portuguesa diminuiu para 92,9% do PIB em 2017, revelou esta quarta-feira o Banco de Portugal. O recuo do peso do endividamento face ao exterior verificou-se apenas por causa do crescimento da economia já que, em termos nominais, a dívida até subiu.


De acordo com os dados publicados pelo banco central, no final do ano passado a dívida externa estava avaliada em 178,6 mil milhões de euros, mais 3,3 mil milhões do que o verificado no final de 2016.


Ainda assim, o organismo liderado por Carlos Costa explica que este aumento nominal "foi justificado, em grande parte, pela valorização da dívida pública portuguesa". Sendo este um activo detido sobretudo por não residentes, implica um aumento dos passivos portugueses face ao resto do mundo.


Da mesma forma, a Posição de Investimento Internacional - uma medida mais lata que inclui, para além da dívida externa, os instrumentos de capital, ouro em barra e derivados financeiros - acentuou a sua posição negativa, para 204,1 mil milhões de euros, face aos 196,8 mil milhões registados no final de 2016.


Esta degradação resultou das variações de preços e cambiais (uma vez mais, da valorização dos títulos de dívida pública, mas também da apreciação do euro face ao dólar), mas foi contrabalançada por uma evolução positiva das transações. Contas feitas, em termos nominais a posição degradou-se e face ao PIB manteve-se praticamente inalterada: passou de 106,3% para 106,2%.




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