Economia Emigração portuguesa para a Holanda bate recorde do século

Emigração portuguesa para a Holanda bate recorde do século

As entradas em território holandês aumentaram pelo segundo ano consecutivo, superando as duas mil pessoas em 2017. É um dos poucos países de destino, a par com Espanha, em que a emigração cresceu nos anos mais recentes.
Emigração portuguesa para a Holanda bate recorde do século
JOCK FISTICK
António Larguesa 10 de julho de 2018 às 10:09

As entradas de portugueses na Holanda subiram 8,5% no ano passado e atingiram o máximo desde o início do século, ascendendo a 2.127 e superando o anterior recorde, que tinha sido registado em 2013.

 

Os números oficiais do Centraal Bureau voor de Statistiek (o gabinete de estatísticas local) mostram ainda que os cidadãos oriundos de Portugal representaram 1,1% do total de entradas no país, que se fixaram em 202.126 pessoas.

 

A série longa disponibilizada pelo Observatório da Emigração, que recua ao ano 2000, destaca uma mais do que duplicação dos valores da emigração portuguesa para aquele destino entre 2005 e 2008, e também uma "quebra mais pronunciada" (-23%) em 2010.

 

Com a entrada da troika em Portugal, os números voltaram a disparar. Este é o segundo ano consecutivo de aumentos na entrada de portugueses em território holandês: depois do crescimento de 5,4% em 2016, no ano passado a progressão homóloga ascendeu a 8,5%.

 
De Espanha ao topo na União Europeia


O Observatório da Emigração, liderado por Rui Pena Pires, sublinha ainda que, com estes dados agora divulgados, a Holanda é, a par com a Espanha, "um dos poucos países de destino em que a entrada de portugueses tem aumentado nos últimos anos".

 

No país vizinho entraram 9.038 portugueses em 2017, naquela que foi a quarta subida anual consecutiva e o valor mais elevado dos últimos oito anos, embora corresponda a apenas um terço do máximo registado neste século, em 2007, quando 27.178 portugueses oficializaram o salto da fronteira.

Segundo os dados divulgados pelo Eurostat no final de Maio, Portugal é um dos países da União Europeia onde uma maior fatia da população vive noutros países da região. E são poucos os que têm níveis de qualificação elevados: em 2017 apenas 16,1% tinham licenciatura, a percentagem mais reduzida entre todos os Estados-membros.




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