Economia Governo aprova salário mínimo de 635 euros e estima que abranja 720 mil trabalhadores

Governo aprova salário mínimo de 635 euros e estima que abranja 720 mil trabalhadores

Em Conselho de Ministros, o Governo aprovou a subida do salário mínimo de 600 para 635 euros em 2020, e estima que este aumento beneficiará cerca de 720 mil trabalhadores.
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Negócios com Lusa 14 de novembro de 2019 às 13:57

O Governo aprovou esta quinta-feira, 14 de novembro, o aumento de 5,8% do salário mínimo nacional para 2020, para os 635 euros, e estima que este abranja cerca de 720 mil trabalhadores.

 

Esta subida, que recebeu hoje luz verde na reunião do Conselho de Ministros, entrará em vigor no próximo dia 1 de janeiro.

 

"O Conselho de Ministros aprovou hoje a atualização do valor da Retribuição Mínima Mensal Garantida (RMMG) para os 635 euros (seiscentos e trinta e cinco euros), com entrada em vigor no dia 1 de janeiro de 2020", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.

 

O Governo adianta ainda que inscreveu no seu Programa o objetivo de "aprofundar, no quadro da negociação em sede de concertação social, a trajetória de atualização real do salário mínimo nacional, de forma faseada, previsível e sustentada, evoluindo cada ano em função da dinâmica do emprego e do crescimento económico, para atingir os 750 euros em 2023".

Em conferência de imprensa no final da reunião de Conselho de Ministros, em Lisboa, a ministra do Trabalho, Segurança e Solidariedade Social anunciou que "o Governo hoje aprovou o decreto-lei que prevê a atualização do valor do salário mínimo nacional para 2020 para 635 euros".

"O valor que hoje fixámos resultou da auscultação dos parceiros, de uma avaliação histórica daquilo que foi o resultado também do aumento do salário mínimo nos últimos anos, e do impacto que teve", afirmou Ana Mendes Godinho.


O valor agora aprovado pelo governo para o salário mínimo estava em cima da mesa há várias semanas, mas avança sem acordo em concertação social.

 

Governo pretende, porém, arrancar já este mês para negociação de um acordo mais amplo em concertação social, admitindo incluir algumas das medidas reclamadas pelos empresários no orçamento do Estado.




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