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Granadeiro e Bava suspeitos de crimes de fraude, corrupção e branqueamento

A Procuradoria-Geral da República confirmou a constituição como arguidos de Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. Os ex-gestores da PT são suspeitos de crimes de fraude fiscal, corrupção passiva e branqueamento.

Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 24 de Fevereiro de 2017 às 18:29
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Henrique Granadeiro e Zeinal Bava são suspeitos de crimes "de fraude fiscal, corrupção passiva e branqueamento", pelo que foram constituídos arguidos no âmbito da Operação Marquês, confirmou a Procuradoria-Geral da República em comunicado emitido às redacções.

"Ao abrigo do disposto no art. 86.º, n.º 13, al. b) do Código de Processo Penal, a Procuradoria-Geral da República confirma a constituição como arguidos e os interrogatórios, pelo Ministério Público, de Zeinal Bava e Henrique Granadeiro", lê-se na mesma nota divulgada depois de a SIC Notícias ter avançado com a informação.

De acordo com o canal de Carnaxide, Zeinal Bava terá sido interrogado esta sexta-feira de manhã no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Henrique Granadeiro terá sido notificado posteriormente.

Os ex-gestores da PT já tinham sido alvo de buscas em Julho de 2016, quando procuradores do Ministério Público e inspectores da Autoridade Tributária terão estado em várias casas de Zeinal Bava e de Henrique Granadeiro.

Os nomes dos antigos presidentes da operadora juntam-se assim ao de Rui Horta e Costa e ao Ricardo Salgado no processo que investiga a transferência de verbas com origem no universo Espírito Santo para contas da Suíça e para Carlos Santos Silva e deste para o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

No caso concreto de Granadeiro e Bava, a investigação terá como base perceber se foram pagas luvas a José Sócrates quando a PT saiu do capital da Vivo e entrou na brasileira Oi, segundo o mesmo meio.

Estas transacções foram efectuadas na altura em que José Sócrates era primeiro-ministro e o estado aina tinha a "golden share" na PT. Foi através deste estatuto de direitos especiais que o Executivo PS vetou a venda da Vivo aos espanhóis da Telefónica. O negócio acabou por se concretizar, mas o Governo de Sócrates deu indicações à PT para permanecer no Brasil através da Oi.

23 arguidos

Bava e Granadeiro serão, assim, o 22.º e 23.º arguidos desta operação judicial. Seguem-se assim a Rui Horta e Costa - que a 8 de Fevereiro passado se demitiu da administração dos CTT depois de ter sido constituído arguido - e ao ex-CEO do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado - no processo que investigará a transferência verbas com origem no universo Espírito Santo para contas da Suíça e para Carlos Santos Silva e deste para o antigo primeiro-ministro José Sócrates - enquanto arguidos do caso.

Horta e Costa, cuja ligação ao caso decorre de ter sido administrador do resort Vale do Lobo, no Algarve, será suspeito de, com Diogo Gaspar Ferreira, ter "promovido o pagamento ilícito de dois milhões de euros" a Armando Vara e a Carlos Santos Silva, escrevia o Correio da Manhã a 8 de Fevereiro.

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