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Semana decisiva nas investigações a Sócrates

O Ministério Público tem, até ao momento, até 17 de Março, sexta-feira para arquivar as investigações a José Sócrates ou para acusá-lo. Para isso volta a ouvi-lo, enquanto principal suspeito na Operação Marquês, esta segunda-feira.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou a morte do 'grande companheiro político e amigo' Mário Soares, que classificou de 'dirigente político carismático' que 'ficará para a História'. José Sócrates salientou, em declarações à SIC, a 'vida política tão rica e diversificada' de Mário Soares, recordando-o como um dos 'grandes combatentes pela liberdade e pela democracia' em Portugal.
Sócrates lembrou ainda a forma como Mário Soares enfrentou a ditadura, sofrendo a 'prisão, o exílio e o desterro' antes do seu regresso triunfal após o 25 de Abril.
Além de 'combatente pela liberdade', Sócrates disse que Mário Soares deve ser recordado como o político da 'reconciliação', mormente depois da primeira vitória nas eleições presidenciais em que o país 'estava tão dividido'.
'O país estava tão dividido e ele apaziguou o país', sublinhou Sócrates, acrescentando que esses e outros factos transformaram Mário Soares num dos 'políticos portugueses mais influentes' e também num dos 'grandes políticos europeus'.
Em termos pessoais, Sócrates classificou Mário Soares como um 'grande companheiro político e amigo', observando que 'ficará para sempre no coração' a atitude e o apoio que lhe prestou nos últimos tempos.
'O que ele fez por mim nos últimos tempos ficará para sempre no coração', disse Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente na cadeia de Évora no âmbito da 'Operação Marquês', tendo, na altura, recebido a visita de Mário Soares.
Sócrates disse ainda recordar ainda Mário Soares como 'um homem de espírito, bom companheiro e divertido', que 'tinha muitos amigos', de diversos quadrantes políticos. Nas suas palavras, foi um 'querido amigo que o inspirou e motivou' e que deixa um legado de alguém que sempre combateu com convicção e determinação.
Negócios 13 de Março de 2017 às 08:30
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Entrando na última semana que o actual prazo indica para concluir as investigações da Operação Marquês, o Ministério Público voltou a chamar o ex-primeiro-ministro José Sócrates para novo interrogatório. Esta segunda-feira, Sócrates regressará ao DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) para ser novamente questionado e confrontado com o que o Ministério Público acredita serem novos indícios no processo Operação Marquês.

Este caso está, agora, segundo tem sido noticiado, numa fase avançada, com os novos rastos do dinheiro e que incluíram uma terceira via neste processo: a de que a PT também teria servido para Sócrates alegadamente receber dinheiro em troca de favores, neste caso, por parte de Ricardo Salgado.

Com isso, o processo Marquês fica com, pelo menos, três ramificações. A primeira que diz respeito aos alegados recebimentos para favorecimento do grupo Lena; a segunda que levou o caso até Vale do Lobo, o que, aliás, motivou a constituição de arguidos de pessoas como Armando Vara, Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa; e a terceira relacionada com a PT, que trouxe ao processo arguidos como Ricardo Salgado, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro.

José Sócrates volta assim a ser ouvido, depois de na sexta-feira ter também voltado ao DCIAP Carlos Santos Silva. "Estão, ainda, previstos interrogatórios de outros arguidos no decurso da próxima semana", adiantou a PGR, num esclarecimento enviado à agência Lusa.

Este é um processo que já tem 25 arguidos,  sendo 19 pessoas e seis empresas, quatro do Grupo Lena. O Ministério Público tem, para já, até 17 de Março, sexta-feira, para deduzir acusação ou arquivar o processo.

Sócrates foi detido em Novembro de 2014 e esteve preso preventivamente dez meses, cumprindo mandato de prisão domiciliária por mais um mês. A investigação continuou a decorrer, o que já levou o ex-primeiro-ministro a processar o Estado pela demora do caso. "Se o Estado não acusa, acuso eu", declarou na conferência de imprensa onde revelou que iria processar o Estado, onde também declarou que "manter o inquérito aberto ao fim 42 meses é uma violação escandalosa da lei e um abuso inaceitável por parte dos poderes do Estado", afirmou, dizendo que há o "direito de não ser considerado suspeito toda a vida". 

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