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Sócrates: Granadeiro e Bava foram "trazidos" para operação Marquês para "encher" o que está "vazio"

Em entrevista à TVI, para se defender das acusações de Cavaco Silva no livro "Quintas-feiras e outros dias", José Sócrates comentou a recente constituição como arguidos na Operação Marquês de Henrique Granadeiro e Zeinal Bava.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou a morte do 'grande companheiro político e amigo' Mário Soares, que classificou de 'dirigente político carismático' que 'ficará para a História'. José Sócrates salientou, em declarações à SIC, a 'vida política tão rica e diversificada' de Mário Soares, recordando-o como um dos 'grandes combatentes pela liberdade e pela democracia' em Portugal.
Sócrates lembrou ainda a forma como Mário Soares enfrentou a ditadura, sofrendo a 'prisão, o exílio e o desterro' antes do seu regresso triunfal após o 25 de Abril.
Além de 'combatente pela liberdade', Sócrates disse que Mário Soares deve ser recordado como o político da 'reconciliação', mormente depois da primeira vitória nas eleições presidenciais em que o país 'estava tão dividido'.
'O país estava tão dividido e ele apaziguou o país', sublinhou Sócrates, acrescentando que esses e outros factos transformaram Mário Soares num dos 'políticos portugueses mais influentes' e também num dos 'grandes políticos europeus'.
Em termos pessoais, Sócrates classificou Mário Soares como um 'grande companheiro político e amigo', observando que 'ficará para sempre no coração' a atitude e o apoio que lhe prestou nos últimos tempos.
'O que ele fez por mim nos últimos tempos ficará para sempre no coração', disse Sócrates, que chegou a estar preso preventivamente na cadeia de Évora no âmbito da 'Operação Marquês', tendo, na altura, recebido a visita de Mário Soares.
Sócrates disse ainda recordar ainda Mário Soares como 'um homem de espírito, bom companheiro e divertido', que 'tinha muitos amigos', de diversos quadrantes políticos. Nas suas palavras, foi um 'querido amigo que o inspirou e motivou' e que deixa um legado de alguém que sempre combateu com convicção e determinação.
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2017 às 21:54
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"Agora fomos para a PT". Assim começou José Sócrates, ex-primeiro-ministro, por se referir à junção da lista de arguidos da operação Marquês de Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, ex-gestores da PT.

Para José Sócrates, "nesta questão da PT é tudo tão infundado, como era em relação ao Lena, Parque Escolar e Vale do Lobo".

Em entrevista à TVI, Sócrates diz que Bava e Granadeiro, que estavam a ser investigados num outro processo, "foram, de repente, trazidos para este [Operação Marquês], para ver se enchiam de alguma coisa aquilo que está vazio", acusando, ainda, o Ministério Público de "fingir que está a fazer muita coisa e que tem novas suspeitas". É assim que explica anteriormente as suspeitas sobre Vale do Lobo, como agora as da PT. 

No âmbito deste processo, jornais como o Expresso, Observador e Correio da Manhã têm noticiado que Bava e Granadeiro terão, alegadamente, recebido dinheiro da ES Enterprise, uma empresa do Grupo Espírito Santo, em troca de favorecimentos. "Mas o que tenho eu a ver com isso?", questionou Sócrates, falando em insinuações, e suspeitas "falsas, injustas e absurdas".

Voltou a condenar os prazos que têm demorado as investigações da Operação Marquês, dizendo que há muito estão ultrapassados. Aliás, conforme já tinha anunciado, Sócrates processou o Estado pela demora nas investigações.

Quanto a Cavaco Silva e o seu livro "Quinta-feira e outros dias", que o levaram à TVI para se defender, José Sócrates acusa o ex-Presidente de falsidades, dizendo mesmo que existe uma "consonância entre insinuação do Presidente da República e suspeitas do Ministério Público", nomeadamente quando Cavaco Silva diz que Sócrates pediu à Caixa para dar uma garantia para a Autoestrada Transmontana ao banco público.

Para Sócrates, a consonância está relacionada com o que diz ser a insinuação de que teria também pedido à Caixa para votar contra a OPA da Sonae, ao lado do BES. "
Nunca falei com a CGD, nem sobre isso nem sobre outras. Nada". E volta a reafirmar que mesmo que a Caixa tivesse votado a favor da OPA, esta não teria passado. Por isso deixa a questão: alguém iria pagar por uma coisa que não precisava?

Quanto à Vivo, diz que a "história está mal contada". O seu Governo impediu que a PT saísse do Brasil, o que foi feito na "prossecução do interesse nacional". Depois as decisões seguintes foram tomadas pela PT, diz, lembrando que a fusão entre PT e Oi já foi celebrada depois do seu Governo ter saído de funções.

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